Ondine

Ficha técnica


País


Sinopse

Syracuse é um pescador sem sorte, largado pela mulher. Um dia, colhe em sua rede uma moça quase afogada. Ele a leva para a antiga casa de sua mãe. Ela diz chamar-se Ondine. A filha de Syracuse acha que ela é um tipo de sereia.


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  • Colin Farrell e Alicja Bachleda

Crítica Cineweb

29/10/2010

Diretor conhecido por trabalhos densos, mas com uma nítida preferência por personagens fora do padrão – como no famoso Traídos pelo Desejo (92) e no recente Café da Manhã em Plutão (2005) -, o irlandês Neil Jordan entrega mais uma história neste formato em Ondine.
Contando com performance sutil e inspirada do compatriota Colin Farrell, Jordan desenvolve, em roteiro próprio, a história de um pescador solitário, Syracuse num recanto litorâneo da Irlanda. Sempre chamado de “Circus” – uma ironia com o som de seu nome exótico e também por ter sido palhaço de circo -, ele vive isolado, depois que abandonou o alcoolismo, já que a mulher (Derva Kirwan) não quer por nada abandonar o copo. Nem por isso ela perde a guarda da filha de ambos, a adorável Annie (Alison Barry), que tem um sério problema renal e está à espera de um transplante.
Syracuse passa seus dias no barco, pescando sem grande sorte. Até que um dia sua rede colhe uma criatura inusitada – uma jovem mulher (a atriz e cantora polonesa Alicjia Bachleda). Quase afogada, ela é salva por ele e abrigada na antiga casa de sua mãe. Ela não gosta muito de falar do passado. Apenas diz chamar-se Ondine.
O pescador cuida de Ondine de modo quase paternal, mas é visível que a beleza da moça o encanta. O coração dele está recuperando a paixão, detalhe que não escapa à pequena Annie – que vem espionar o que se passa na casa do pai.
Um detalhe curioso é o toque de fantasia acrescentado à maneira como Ondine surgiu na vida de Syracuse – o que, de pronto, incendeia a imaginação de Annie, convencida de que ela é uma “selkie”, uma espécie de sereia. Até Syracuse fica intrigado com o fato de que, quando leva Ondine a bordo do barco, contrariando velhas superstições de pescadores sobre o azar trazido por mulheres a bordo, tem mais sorte na pesca do que nunca.
Tudo corre bem mas, como até nos contos de fada, há um lado sombrio a resgatar, envolvendo Ondine, um homem misterioso que aparece na cidadezinha e a mãe de Annie.
Uma participação deliciosa e que acrescenta interesse ao filme – além de permitir que o espectador descubra mais sobre Syracuse – é a do padre (Stephen Rea, um dos atores-fetiche do diretor). As conversas entre os dois, aliás, têm diálogos primorosos, cheios de um humor que equilibra a história, que correria o risco de ficar séria demais. Ondine é um filme que flui gostoso na veia do espectador. E, se fica bem claro que, se não é o melhor filme de Jordan, certamente o cineasta comprova que mantém uma dose na medida de leveza para manejar um material tão cheio de detalhes pouco convencionais.

Neusa Barbosa


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