Batalha por T.E.R.A.

Batalha por T.E.R.A.

Ficha técnica

  • Nome: Batalha por T.E.R.A.
  • Nome Original: Battle for TERRA
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2007
  • Gênero: Animação
  • Duração: 85 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Aristomenis Tsirbas
  • Elenco:

País


Sinopse

Num pequeno planeta, Tera, os habitantes vivem em paz, dedicados a atividades artísticas e à vida familiar. Um dia, sofrem uma invasão de naves terráqueas. Agora que destruíram o próprio planeta, os humanos precisam de um novo lugar, mas isso põe em risco a vida de todos os teranos.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

22/09/2010

Experimentado técnico de efeitos visuais e digitais que trabalhou na produção de Titanic (1997), o canadense Aristomenis Tsirbas partiu nos últimos anos para a realização de animações. Depois do sucesso de vários curtas, como The Freak (2002), vencedor de uma menção honrosa no Festival de Sundance, ele estreou em longas com outra animação, a futurista Batalha por T.E.R.A.
 
Realizado em 2007, o filme chega ao Brasil com três anos de atraso, sendo lançado em cópias 2D e 3D, todas dubladas – o que impedirá o público de conhecer a versão original, com as vozes de atores conhecidos como Evan Rachel Wood (Tudo pode dar certo), Luke Wilson (Um professor em apuros), Brian Cox (A identidade Bourne) e Danny Glover (Rebobine, por favor). 
 
Partindo de uma ideia original do próprio diretor – que já havia realizado em 2003 outro curta, Terra, sobre o mesmo tema –, o roteiro de Evan Spiliotopoulos cria uma fantasia pacifista, ambientada no planeta Tera, que aliás é muito parecido com Saturno. Os teranos são seres pequenos, sem pernas, com grandes olhos e capazes de voar, com ou sem a ajuda de artefatos que parecem de brinquedo. Vivem numa sociedade organizada e pacífica, voltada para atividades culturais e artísticas.
 
Este mundo torna-se alvo da cobiça dos terráqueos, que destruíram em guerras não só seu próprio planeta, a Terra, como também Marte e Vênus, que haviam sido colonizados. Morando provisoriamente numa plataforma espacial, os terráqueos precisam desesperadamente encontrar outro planeta, já que não poderão continuar por muito tempo produzindo ali o seu essencial oxigênio. O plano então é conquistar Tera e adaptar sua atmosfera para os humanos, ainda que isto custe a vida de toda a população local.
 
Um primeiro ataque ao aparentemente indefeso planeta coloca frente a frente a menina terana Maia e o tenente humano Jim Stanton. Como seu pai foi raptado por uma das naves terráqueas, a garota persegue a pilotada por Stanton, que acaba caindo. Maia resolve, então, salvá-lo, pensando em usá-lo para salvar o pai.
 
A menina conta com a assessoria de um robozinho, Guido, parceiro inseparável de Stanton. É ele quem a ajuda a transportar o tenente para sua casa e cria-lhe um ambiente dotado de oxigênio. A convivência entre os dois permite o mútuo conhecimento, mas não impede o conflito entre os dois mundos, com direito a inúmeras batalhas espaciais – especialmente porque o comandante humano Hemmer não quer nem ouvir falar de desistir de seu projeto de dominar Tera a qualquer custo.
 
Não há grandes atrativos na versão 3D do filme, que tem um visual modesto e, em alguns momentos, como o das batalhas aéreas, lembra um videogame.

Neusa Barbosa


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