Coração louco

Ficha técnica


País


Sinopse

Bad Blake é um cantor country que se afundou no álcool. Depois de muitas aventuras amorosas, ele redescobre o amor quando conhece uma jovem jornalista. Mas as diferenças entre os dois são muitas e as dificuldades, idem.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

26/02/2010

Ator de longa carreira e talento afinado, Jeff Bridges entra com facilidade na pele de Bad Blake, o alquebrado protagonista do drama musical Coração Louco. Dirigido pelo estreante Scott Cooper, que tem currículo até aqui como ator, o filme teria poucas razões para ser recomendado – a não ser pelo desempenho como sempre na medida de Bridges, que venceu um merecido Oscar de melhor ator, aqui concorrendo pela quinta vez.
 
Partindo do livro de Thomas Cobb – que há mais de 20 anos não era reeditado nos EUA -, o ator interpreta um cantor country de 57 anos, em queda livre na carreira e na vida. Ele já foi famoso e rico, mas agora sustenta-se com apresentações em bares e boliches decadentes nos quatro cantos do país. Antes e depois de cada show, entope-se de bebida e cigarros. Não admira que sua vida pessoal seja triste e conturbada.
 
Numa de suas paradas, ele conhece Jean (Maggie Gyllenhaal, de Batman – O Cavaleiro das Trevas), uma repórter que procura entrevistá-lo. Da entrevista, nasce um romance que, apesar do potencial de recuperação que oferece a Blake, encerra inúmeras dificuldades para ambos. Divorciada e 20 anos mais jovem, Jean tem um filho pequeno de 4 anos e expectativas que parecem improváveis na convivência com alguém com um passivo emocional tão alto e destrutivo quanto Blake – com quatro casamentos fracassados nas costas e um filho adulto com quem nunca realmente teve contato.
 
Interpretando seu papel com naturalidade e segurança, Bridges injeta carisma e algum humor num personagem francamente desagradável, que não inspira simpatia à primeira vista. O ator canta, aliás, com a própria voz, usando suas próprias imperfeições dentro da caracterização da decadência de Blake.
 
Colin Farrell (Na Mira do Chefe) disfarça o sotaque irlandês, assume um rabo de cavalo e comparece como Tommy Sweet, um cantor mais jovem que deve sua milionária carreira a Blake e tenta, por todos os meios, reaproximar-se dele e ajudá-lo, depois de uma ruptura mal-resolvida no passado.
 
O veterano Robert Duvall (Os Donos da Noite), um dos produtores do filme, interpreta um amigo de Blake, dono de um bar, que se torna um apoio fundamental quando ele tenta desesperadamente livrar-se da dependência alcoólica – num desses momentos de redenção que Hollywood não pode dispensar.
 
Outro produtor do filme é o também músico e compositor premiado T. Bone Burnett, autor da canção original (The Weary Kind) vencedora do Oscar, ao lado de Ryan Bingham, e também supervisor da trilha sonora country – que tem o tom melancólico que é o próprio retrato do protagonista de Coração Louco.   

Neusa Barbosa


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