X-Men - Origens: Wolverine

Ficha técnica


País


Sinopse

Jimmy é um garoto que vive doente, mas tem habilidades mutantes, como de se curar e garras retráteis. Ao longo dos anos, seu irmão, também mutante, se torna seu inimigo. Já adulto, o rapaz é procurado por um agente do governo para fazer parte de um programa misterioso.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

29/04/2009

O público que acompanha a série X-Men pelo cinema sabe que Wolverine, também chamado de Logan ou Jimmy, tem o esqueleto revestido de adamantium – inclusive suas garras – e poderes regenerativos, além de um corte de cabelo muito estranho. Mas, só quem conhece o personagem nos quadrinhos sabe sua história. “X-Men – Origens: Wolverine”, que chega aos cinemas de todo país na quinta-feira, dá conta dessa questão. Dirigido pelo sul-africano Gavin Hood (Tsotsi – Infância Roubada, ganhador do Oscar de filme em língua estrangeira, em 2006), a partir de um roteiro de David Benioff (O Caçador de Pipas) e Skip Woods ( Senha: Swordfish), X-Men – Origens: Wolverine deixa de lado o que havia de mais cerebral nos dois primeiros filmes da série (2000 e 2003) para apostar pesado nas cenas de luta. Assim, o complexo subtexto da franquia sobre seres mutantes buscando espaço num mundo preconceituoso que privilegia cada vez mais a chamada “normalidade” é inexistente nesse novo filme. Aqui, como o título anuncia, conheceremos o passado do X-Men mais famoso, interpretado novamente por Hugh Jackman (Austrália). Nascido James Howlett, no Canadá do século XIX, e depois chamado de Logan (o filme não explica a mudança de nome) e finalmente Wolverine (por causa de uma lenda envolvendo esse animal, semelhante a um pequeno urso), o personagem tem estranhos poderes, vive um conflito emocional e mantém uma relação turbulenta com o irmão mais velho, Victor Creed (Liev Schreiber, de A Profecia). Ele também é mutante, com agilidade e garras afiadas. Num primeiro momento, a relação é amigável e, lado a lado, eles lutam em diversas guerras, embora Logan não concorde com as reações violentas do irmão. Mais tarde, os dois são procurados pelo coronel Stryker (Danny Huston, de Filhos da Esperança>), que está montando uma unidade composta por mutantes conhecida como Equipe X. Uma série de desentendimentos leva à dissolução do esquadrão. Alguns anos mais tarde, o personagem está casado com Kayla (Lynn Collins, de A Casa do Lago), e vive numa região isolada. Uma tragédia, no entanto, fará Logan aceitar uma arriscada proposta de Stryker: ter o corpo todo revestido de adamantium para se tornar indestrutível. Se em X-Men – O Filme, o primeiro da série, Wolverine não possuía memória e não se lembrava do passado, aqui tudo encontra explicação. Em X-Men – Origens: Wolverine, o diretor Hood não abre mãos dos mesmos maneirismos que transformaram seu Tsotsi – Infância Roubada em algo tão problemático, como música incessante e excessos visuais, como cortes e fotografia rebuscada, mas nada disso contribui para tornar a história de um dos X-Men mais famosos em algo memorável. “Você não é um animal”, uma personagem lembra Wolverine a todo momento. Realmente, ele não é. Na trilogia original, os mutantes, por mais estranhos que fossem, possuíam algo de humano em sua essência. Aqui, no entanto, embora o protagonista tente controlar seus instintos animais, a forma como ele é retratado o priva da humanidade que ele tanto procura.

Alysson Oliveira


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