A Lista - Você Está Livre Hoje?

Ficha técnica


País


Sinopse

Jonathan é um auditor de empresas, jovem, tímido e solitário. Faz amizade com um advogado extrovertido e descobre-se no meio de uma rede de encontros eróticos entre altos executivos. Uma surpresa o aguarda.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

04/12/2008

As ambições de A Lista – Você Está Livre Hoje?, são óbvias e, em princípio, não estão fora de lugar. Este suspense com um toque erótico pretendia dever algo tanto ao bom e velho Alfred Hitchcock quanto ao Paul Verhoeven de Instinto Selvagem (1992). Espectro meio amplo, mas tudo bem. Infelizmente, os recursos do diretor estreante, o publicitário suíço Marcel Langenegger, não deram para tanto e o filme fica no meio do caminho. Em absolutamente tudo.

Ewan McGregor e Hugh Jackman têm potencial para uma boa dupla. McGregor, como o auditor de empresas Jonathan McQuarry, um tímido que se relaciona mais com o seu notebook do que com qualquer pessoa. Jackman, como o advogado Wyatt Bose, sofisticado, bom de papo, descolado, capaz de abrir todas as portas a um amigo necessitado. O encontro dos dois, numa empresa que McQuarry foi fiscalizar, parece obra do acaso, mas até as pedras sabem que aí tem coisa.

Menos o auditor, é claro. Aceita sem desconfiança o novo amigo, que o introduz num mundo de limusines, bares e restaurantes caros e, especialmente, num seletíssimo clube de encontros anônimos entre altos executivos e executivas. Para um trintão sem namorada, um encontro com belas executivas em hotéis cinco estrelas parece melhor do que a encomenda.

Para quem acumula tanta informação sensível sobre negócios que movem a economia mundial, o auditor é bem ingênuo. Ingênuo demais, aliás. Primeira ponta quebrada do roteiro – aliás, assinado por um veterano, Mark Bomback, que assinou Duro De Matar 4.0.

Segue o jogo. McQuarry envolve-se com o misterioso amigo, que um dia some, não sem antes envolvê-lo num tremendo golpe, com o sumiço de alguns milhões de dólares da conta de algumas empresas e também de uma garota, S (Michelle Williams), com quem ele manteve um encontro. A suspeita: assassinato.

Uma história dessas tem todo um clima à la Patricia Highsmith. Mas fica a anos-luz de qualquer coisa que a nobre escritora norte-americana tenha escrito algum dia. O diretor de primeira viagem parece não só não saber conduzir seus (bons) atores, nem levar até o fim ambições maiores. Contenta-se com sustinhos elementares e uma tentativa de reviravolta na parte final. Não é a pior coisa do mundo mas teria tudo para ser bem melhor. Inclusive Charlotte Rampling, desperdiçada numa participação muito breve.

Neusa Barbosa


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