Eu, meu irmão e nossa namorada

Ficha técnica


País


Sinopse

Dan é viúvo e pai de três filhas. Num final de semana na casa dos pais, ao lado do restante da família, conhece uma mulher numa livraria e se apaixona por ela. Mais tarde, descobre que é a nova namorada de seu irmão.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

30/10/2008

Dan (Steve Carell, de Agente 86) é um viúvo, pai de três filhas, que ganha a vida escrevendo uma coluna num jornal dando conselhos a pais de adolescentes. Sua vida é sua família – em especial, as filhas, é claro. Mas um amor, bem inconveniente, está para agitar essa vida pacata. Ele se apaixona pela namorada do seu irmão, vivida por Juliette Binoche (O Paciente Inglês).

Se nesta descrição breve parece um filme tolo, o que se vê na tela vai bem além das bobagens típicas de um gênero que anda desgastado. Boa parte do mérito vem do escritor convertido em diretor e roteirista Peter Hedges, que dirigiu Do Jeito Que Ela É (2003). Ele encontra um tom certo para combinar humor e romance sem forçar em nenhum momento, tratando a narrativa e os personagens com sutileza.

Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada é, em sua essência, uma crônica familiar sobre o lugar de cada um na estrutura da família e no mundo. Dan tenta ser o melhor pai para as suas filhas – mas seu excesso de zelo atrapalha a vida delas e a dele. Num final de semana, quando a enorme família se reúne, ele conhece numa livraria uma mulher chamada Marie (Juliette), e a química entre os dois é instantânea.

Para decepção de Dan, horas depois descobre que ela é a nova namorada de seu irmão Mitch (Dane Cook, de Amigos, amigos, mulheres à parte). O final de semana em família será turbulento, com Dan e Marie tentando disfarçar e até superar seus sentimentos.

Hedges, que assina o roteiro com Pierce Gardner, lida com momentos de intimidade familiar em meio ao caos de uma reunião de parentes. Marie é um peixe que tenta se integrar à água dessa família – mas existe um elemento perturbador: assumir o romance com Dan pode desestabilizar toda essa estrutura harmônica. O que Eu, Meu Irmão... nos mostra é duas pessoas se apaixonando aos poucos e tentando resistir a isso.

Os melhores momentos do filme emergem quando Dan e Marie estão trocando suas ‘piadas internas’ – comentários que apenas eles entendem e deixam o resto da família de fora. É exatamente isso que é o amor – a intimidade, a capacidade que um tem de compreender o outro sem precisar de muitas palavras.

A inegável química entre Carell e Juliette é o que transforma essa comédia dramática em um filme digno de nota. Se a última parte desaponta porque trai toda a sutileza e honestidade que mostrou até então, isso não destrói Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada, uma vez que a jornada até chegar ao seu final previsível vale o preço da passagem.

Alysson Oliveira


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