Nem Por Cima do Meu Cadáver

Ficha técnica


País


Sinopse

Henry ia se casar com Kate, mas ela morre num acidente na véspera do casamento. Tempos depois, deprimido, ele recorre à ajuda de uma sensitiva e os dois se apaixonam. O fantasma de Kate, porém, está decidido a atrapalhar.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

18/09/2008

Independente do fato de existirem ou não, fantasmas costumam inspirar boas histórias no cinema. Sejam dramáticas, como o Hamlet baseado em William Shakespeare – que rendeu pelo menos dois filmões, o de Lawrence Olivier e o de Kenneth Branagh -, ou comédias, caso da deliciosa franquia Caça-fantasmas ou Um Espírito Baixou em Mim.

O recurso dá muito errado neste arremedo de comédia que é Nem por Cima do meu Cadáver, escrito e dirigido por Jeff Lowell, habitado por uma fantasma que tem lugar garantido na galeria das mais insuportáveis do cinema e atende pelo nome de Karen (Eva Longoria Parker, a Gabrielle da série Desperate Housewives).

A moça, supercontroladora, estava noiva do bonitão Henry (Paul Rudd). Nos preparativos do casamento, ela implica com o anjo de gelo entregue pelo escultor (Stephen Root), porque não tinha asas. No bate-boca com o homem, ela leva a pior. Acaba atropelada e morta. Henry, bom moço, fica viúvo e inconsolável, ninguém entende por quê.

Sorte dele que não vê, mas a noiva-fantasma não desgruda dele. Assim, é por pura solidão que ele finalmente aceita o conselho da irmã, Chloe (Lindsay Sloane) para consultar uma vidente. A moça, Ashley (Lake Bell), é meio picareta no quesito místico, mas bem bonitinha. Como Henry acredita pelo menos naquilo que vê, fica meio caído por ela. E vice-versa.

Quando o namorico engrena, é a vez da bruxa do além atormentar Ashley que, para seu azar, é mais médium do que até ela pensava. O imbróglio complica porque entram no meio um padre exorcista (William Morgan Sheppard) e o sócio de Ashley num bufê, Dan (Jason Biggs), cada um com sua agenda própria nas questões espirituais ou nem tanto, especialmente no caso de Dan.

O filme é um desperdício. Nenhuma piada funciona. Paul Rudd mais parece um morto-vivo, arrastando-se na sua performance distraída como alguém que está se perguntando: “afinal, por que foi mesmo que aceitei fazer este filme?”. A grande chata é mesmo a fantasma, que nem na outra vida larga o figurino de peruazinha de shopping center.

Neusa Barbosa


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