Missão Babilônia

Ficha técnica


País


Sinopse

Num futuro em que a vida de todos é controlada por satélites, Toorop é um mercenário que precisa proteger uma jovem que esconde um valioso segredo.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

18/09/2008

Se num primeiro momento Missão Babilônia parece uma versão com pouca massa cinzenta de Filhos da Esperança, à medida em que narrativa avança, fica claro que isso não é apenas uma suspeita.

O diretor, o francês Mathieu Kassovitz (Na Companhia do Medo), já renegou o filme, que se baseia num romance do francês Maurice G. Dantec e cuja montagem final não foi de sua responsabilidade. No site AMCTV.com, Kassovitz disse que não passa de ‘pura violência e estupidez” e não tem nada a ver com o que ele planejou originalmente. Vale o benefício da dúvida, pois o primeiro filme do cineasta, O Ódio, é muito bom. Pode haver algum fundo de verdade nessa declaração dele.

Na história, Vin Diesel (Triplo X) é um mercenário chamado Toorop, cujo lema é o criativo “matar para não morrer”. Ele vive num futuro não muito distante e distópico, quando todas pessoas são rastreadas e vigiadas por satélites. Um dia, é contratado por uma figura estranha, vivida por Gérard Depardieu – que parece ser a única pessoa se divertindo no filme – para conduzir do Casaquistão à cidade de Nova York uma jovem refugiada num convento.

Ela é Aurora (Mélanie Thierry), que viajará na companhia de sua protetora, a Irmã Rebeka (Michelle Yeoh, de O Tigre e o Dragão). Todos viajarão de trem, carro, submarino e outros meios de transporte mais inusitados, sempre protegendo a garota, que esconde um segredo.

Aurora pode ser uma figura messiânica ou uma arma biológica. De qualquer forma, seu destino não é promissor, pois muita gente quer capturá-la. Há uma sacerdotisa (Charlotte Rampling, de Instinto Selvagem 2) e também um cientista (Lambert Wilson, The Matrix Revolutions), cada um com suas próprias intenções em relação à garota.

Aurora é dotada de poderes estranhos, mostrando-se capaz de prever o futuro e comunicar-se em diversas línguas. Esses seus dotes serão muito úteis durante a fuga ao lado do mercenário e da irmã até chegar a Nova York, onde coisas mal explicadas acontecem.

Enquanto se mantém em cenas de ação, correria e tiroteios, Missão Babilônia não foge do esquematismo do gênero, e, por isso mesmo, mantém um certo nível. O grande problema é quando, no seu ato final, o filme quer se explicar combinando coisas tão díspares como inteligência artificial e uma gravidez milagrosa. Diesel, que já mostrara carisma nos filmes de ação e até em comédias, aqui parece entediado ao balbuciar falas constrangedoras.

Alysson Oliveira


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança