Viagem ao Centro da Terra

Ficha técnica


País


Sinopse

Cientista que investiga o desaparecimento do irmão, há 10 anos, acha uma pista que o leva a uma aventura no misterioso centro da terra - povoado por dinossauros e plantas carnívoras. Baseado no livro de Júlio Verne.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

10/07/2008

Reciclar a famosa história de Júlio Verne, escrita em 1864, é a proposta por trás desta aventura. Uma idéia que não deixa de ser curiosa, pensando-se no gênero de filmes de entretenimento, em geral empenhados numa acirrada competição para exibir os efeitos digitais mais vistosos e espetaculares. Este aqui, porém, confia mais num certo charme antigo, meio old fashioned - contando, porém, com a ferramenta do 3D digital, a nova febre que está lotando as salas de cinema norte-americanas, um sucesso que se pretende repetir aqui.

Filmado entre o Canadá e a Islândia, com um orçamento de US$ 45 milhões, o filme registra como principais atrações um dinossauro T-Rex, plantas carnívoras, piranhas voadoras, cavernas abissais, carrinhos desembestados em minas profundas, rochas flutuantes. Tudo isso parece prestar-se mais ao desenvolvimento do espetáculo 3D, em que todos esses elementos parecem saltar da tela e tocar o rosto do espectador. Ainda que, em certos momentos, fique claro que a tecnologia ainda comporte aperfeiçoamentos. Há cenas em que a imagem fica um tanto chapada, com algumas distorções que nem os novos óculos para 3D conseguem ainda resolver.

Para trazer a história de Verne para os dias atuais, cria-se um fiapo de história, tendo como protagonistas o geólogo Trevor Anderson (Brendan Fraser), que parte em busca do irmão sumido há dez anos, Max (Jean-Michel Paré). Investigando movimentos sísmicos, Trevor leva consigo a guia islandesa Hannah (Anita Briem) e seu próprio sobrinho, Sean (Josh Henderson), que veio passar uns tempos com ele.

O lance tio-sobrinho, aliás, vem do livro original, que tinha como protagonista o geólogo alemão Otto Lindenbrook e o sobrinho Axel. A Islândia também fazia parte do cenário de Verne, como a porta do centro da terra. No livro, porém, o guia era homem. O detalhe foi mudado para reforçar o elemento romântico do filme.

Há uma genuína intenção em divertir aqui – senão, o protagonista não seria Fraser, o impagável ator da cinessérie A Múmia (que terá seu quarto capítulo em breve). Sem nenhum menosprezo a Fraser, também, que mostrou que sabia atuar em Deuses e Monstros (1998). O pacote serve bem ao cardápio “filme para toda a família”. O herói dá conta de um lado meio pai, em relação ao sobrinho. O garoto encara bem a posição de meio atrapalhado, meio rebelde. A mocinha, bonita e carismática, dá conta do papel de heroína enérgica. Se a idéia é rir sem compromisso, o filme dá conta do recado.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 16/05/2011 - 11h01 - Por Aparecida de Ferro da Saudade hahahahaha Minha vizinha assite esse filme fazendo biju
    aa muito tempo ela não fazia biju
    eu gostei do filme
    mais ainda da biju
    minha boca estava cheia de biju!!
    eu não assisti direito o filme
    porque estava comendo biju
    viva a biju
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