Elizabeth - A Era de Ouro

Ficha técnica


País


Sinopse

O ano é 1585. A rainha inglesa Elizabeth I mantém-se no poder, embora existam ameaças internas e externas que a querem derrubar do trono. Enquanto isso, se apaixona por Sir Walter Raleigh, mas não pode entregar-se ao amor.


Extras

- Cenas Excluídas

- O Reinado Continua: Os Bastidores de Elizabeth: A Era de Ouro

- Por Dentro do Mundo de Elizabeth

- Uma Cortesia da Volkswagen

- Comandando os Ventos: Criando a Armada, Torres, Cortes e Categrais

- Comentários do filme com o diretor Shekhar Kapur


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

14/02/2008

Em 1998, Cate Blanchett era uma atriz australiana virtualmente desconhecida que contava com um bom filme, pouco visto, no currículo, Oscar e Lucinda. Naquele ano, ela protagonizou Elizabeth, que chamou a atenção mais pelo talento de sua protagonista do que qualquer outra coisa. Quase dez anos e uma carreira consolidada depois, ela volta a assumir o personagem em Elizabeth – A Era de Ouro, dirigido pelo mesmo diretor, Shakhar Kapur.

Ao longo desses dez anos, Cate firmou-se com uma das intérpretes mais versáteis de sua geração, chegando a ser comparada com atrizes do porte de Meryl Streep. No período, a australiana trabalhou em filmes como Babel, a trilogia O Senhor dos Anéis, O Aviador e Não Estou Lá - no qual interpreta Bob Dylan e que lhe valeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza 2007, além de uma de suas indicações ao Oscar deste ano, como atriz coadjuvante, em que é favorita. Cate, aliás, já tem um Oscar de coadjuvante, ganho por O Aviador (2004). A outra indicação é, justamente, como protagonista em Elizabeth – A Era do Ouro.

Não é apenas por esse currículo invejável que, novamente, Cate Blanchett é a única razão para se ver a seqüência pouco empolgante de um filme que já tinha limitações na primeira versão. Elizabeth – A Era de Ouro embarca na moda cinematográfica da vez, valendo-se da palavra do momento: revisionismo. A questão aqui é que o revisionismo é rebaixado ao nível de romances água-com-açúcar, sem muito conteúdo, sem traçar um perfil profundo de uma personagem tão enigmática quanto sedutora.

O ano é 1585, e a rainha tem mais de 50 anos – a maquiagem do filme não é nada convincente, e Cate aparenta seus 38. Elizabeth I, que ficou conhecida como a Rainha Virgem (porque nunca se casou), encanta-se com uma espécie de aventureiro, Sir Walter Raleigh (Clive Owen). Ele chega do Novo Mundo e conta que deu o nome de Virginia a uma colônia em homenagem à soberana, ganhando sua imediata simpatia.

Embora a presença de Raleigh deixe Elizabeth desconcertada, o que mais a incomoda é a ameaça católica que atende pelo nome de Mary Stuart (Samantha Morton), rainha da Escócia e sua prima, e o rei Felipe II da Espanha (Jordi Mollà) - que, apoiado pela Inquisição, pretende tirar a “herege” do trono inglês.

Agora, resta à rainha não apenas preparar o seu exército e defender o seu trono, mas também guardar seu coração de Raleigh. Para que ele não vá embora, ela encoraja sua dama de companhia (Abbie Cornish) a tornar-se amiga dele. À medida que os dois se aproximam, Elizabeth começa a sofrer por amor.

Elizabeth – A Era de Ouro transita entre a personagem enquanto governante, defendendo a sua posição, e mulher apaixonada, que não pode entregar-se ao coração. Porém, em nenhum dos momentos o filme consegue se sustentar. Entre fofocas de bastidores da corte e intrigas palacianas, não desperta muito interesse porque todos os personagens são excessivamente planos.

Cate Blanchett é uma grande atriz, por isso, extrai grandes momentos de sua personagem – mais pela própria intuição como intérprete do que pela originalidade do roteiro ou da direção. De todos os seu bons momentos, o que mais se destaca é quando Elizabeth discursa para inspirar suas tropas, enquanto o exército do rei espanhol se aproxima.

Alysson Oliveira


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