O Ultimato Bourne

Ficha técnica


País


Sinopse

Jason Bourne (Matt Damon) está cada vez mais perto de descobrir quem ele realmente é, e quem fez dele uma máquina assassina. Porém, muitas pessoas ligadas ao governo americano não querem que o rapaz descubra a verdade.


Extras

- Comentários do diretor

- Cenas Deletas


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

23/08/2007

“Bourne é só a ponta do iceberg”, diz um personagem numa das primeiras cenas deste filme. Como esse iceberg é gigantesco, encobre muitas tramóias do governo norte-americano. Nesse terceiro filme da série, Jason Bourne (Matt Damon) vai fundo para descobrir a sua verdadeira identidade e o que o transformou numa máquina de matar.

O diretor Paul Greengrass (indicado ao Oscar por Vôo United 93) retoma o estilo semidocumental que deu ao segundo filme desta trilogia, A Supremacia Bourne (2004) e faz desta uma jornada tensa. A câmera tremida está sempre colada aos personagens, que revelam detalhes importantes para a compreensão da trama.

O Ultimato Bourne começa um pouco antes do final de A Supremacia..., quando foi dado a Bourne um nome, que não lhe explicava muita coisa – mas já era um começo. A resolução da identidade do matador pode estar nas mãos do jornalista inglês Simon Ross (Paddy Considine), que está fazendo uma série de reportagens sobre o assunto.

Depois de uma perseguição assustadora e da troca de algumas informações com o jornalista, Bourne vai parar na Espanha, onde reencontra Nicky (Julia Stiles). Depois, seguem para Tânger – para onde a CIA também mandou um profissional para eliminar o protagonista.

Enquanto isso, revela-se que a CIA substituiu seu programa Treadstone por outro chamado Blackbriar, comandado por Noah Vosen (David Strathairn), para quem matar parece ser a solução de todos os problemas. Esse novo método coloca-o em guerra contra Pamela Landy (Joan Allen), que pretende manter Jason Bourne vivo.

Toda essa trama de espionagem e mistério é mantida pela direção precisa de Greengrass. Não há diretor melhor na atualidade para fazer filmes de ação – ou melhor, para elevar o patamar de um gênero que se desgastou nos últimos anos. A Supremacia Bourne mantém o ritmo veloz durante suas quase duas horas. Ainda assim, o diretor e o trio de roteiristas, Tony Gilroy, Scott Z. Burns e George Nolfi, conseguem desenvolver personagens e ações sem que nada pareça precipitado.

Bourne quer vingar-se das pessoas que mataram sua mulher (Franka Potente, vista aqui apenas em flashback). Tudo o que aprendeu em seu treinamento poderá ser-lhe muito útil agora que caça os assassinos e as pessoas que roubaram a sua identidade. E, à medida que Bourne fica mais próximo de descobrir sua verdadeira identidade, menos ele gosta do que fica sabendo.

Com O Ultimato Bourne, a trajetória do personagem fecha-se num círculo perfeito. A resolução não é simples, mas é interessante e plausível. E dá ao homem misterioso que surgiu em A Identidade Bourne (2002) o grand finale que ele merece.

Alysson Oliveira


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