Número 23

Ficha técnica

  • Nome: Número 23
  • Nome Original: The Number 23
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2007
  • Gênero: Suspense
  • Duração: 95 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção: Joel Schumacher
  • Elenco: Jim Carrey

País


Sinopse

Walter Sparrow é um homem que se torna obcecado por um misterioso livro (O Número 23). Ele passa a acreditar que é o protagonista da publicação, um detetive, já que possuem as mesmas recordações de infância. Como o personagem é um assassino, Sparrow passa a ser uma ameaça para todos que o cercam. E põe na cabeça que deve matar sua mulher.



O livro também torna os protagonistas obcecados pelo número 23, que é explicado à exaustão. De forma simplificada, é preciso somar datas ou letras, seguindo a numerologia, de desastres históricos até chegar ao número. Como as suspeitas contas resultam em 23 (a variante é 32, que nada mais é do que sua inversão), tudo parece indicar que Sparrow deve matar sua esposa (mas não se dá qualquer explicação para essa conclusão).



Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

22/03/2007

As quase duas horas de projeção de 23 levantam suspeitas sobre dois personagens celebrados de Hollywood: Jim Carrey e Joel Schumacher. A primeira é a de que o ator apenas ganhou notoriedade em seus papéis dramáticos porque os diretores (apoiados por excelentes roteiros, como Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, O Show de Truman etc) conseguiram aproveitar suas qualidades de comediante em tragédias, minimizando seus excessos.

Outra incógnita trazida pela produção – talvez uma curiosidade - é como o cineasta escolhe o que vai dirigir. Embora não tenha nenhum filme extraordinário em seu currículo, Joel Schumacher parece sempre alternar entre o medíocre (Batman & Robin, Em Má Companhia, Ninguém é Perfeito) e o excepcional (8mm, Verônica Guerin, O Cliente), sem estágios intermediários de qualidade.

As dúvidas lançadas pela estréia de Número 23 anunciam que problemas e erros são abundantes na produção. A começar por um fraco roteiro, que se apóia na idéia de que o tal número é um símbolo ominoso, isto é, que traz maus presságios. Uma paranóia cujos defensores citam I Ching (número 23), a Bíblia (Salmo 23) e até o escritor William S. Burroughs (que teria contado umas histórias obscuras em que o número está presente).

Escrita pelo novato Fernley Phillips, um dos admiradores confessos desse delírio numérico, a trama mostra a vida de Walter Sparrow (Carrey), cuja obsessão por um misterioso livro (O Número 23) torna-se mortal. Ele passa a acreditar que é o protagonista da publicação (um detetive grosseiro e clichê), já que possuem as mesmas recordações de infância. Como o personagem é um assassino, Sparrow passa a ser uma ameaça para todos que o cercam.

O livro também torna os protagonistas obcecados pelo número 23, que é explicado à exaustão. De forma simplificada, é preciso somar datas ou letras, seguindo a numerologia, de desastres históricos até chegar ao número. Como as suspeitas contas resultam em 23 (a variante é 32, que nada mais é do que sua inversão), tudo parece indicar que Sparrow deve matar sua esposa (mas não se dá qualquer explicação para essa conclusão).

Como se não bastasse uma trama confusa e sem nexo, o resultado final piora, já que ninguém parece se esforçar muito. Phillips, o roteirista, não se deu ao trabalho de ligar pontos fundamentais para a compreensão da história. Joel Schumacher, por sua vez, erra grosseiramente na condução do suspense, privando a produção sem atrativos. O diretor não consegue sequer extrair uma performance satisfatória do decepcionante Jim Carrey, completamente fora de seu contexto.

Outros pontos, como fotografia (escura e pobre) ou mesmo trilha sonora (que fica jogada e sem graça) também não colaboram para uma opinião mais positiva do filme. Na somatória de equívocos, não sobra nada que cative o espectador. Resta apenas mais uma mancha no currículo de Schumacher e Carrey.

Rodrigo Zavala


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