Happy Feet - O Pingüim

Ficha técnica

  • Nome: Happy Feet - O Pingüim
  • Nome Original: Happy Feet
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Austrália
  • Ano de produção: 2006
  • Gênero: Animação, Aventura, Comédia
  • Duração: 98 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco:

País


Sinopse

Todo pingüim-imperador tem seu próprio canto, usado na hora de seduzir para acasalar. Mano é um jovem pingüim sem o menor talento vocal, mas que sabe dançar muito bem. Essa sua diferença o fará ser excluído de sua comunidade. Em sua jornada ele irá aprender muito sobre como os humanos estão destruindo o planeta.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

23/11/2006

O premiado documentário francês A Marcha dos Pingüins já provou que essas aves que parecem sempre estar com roupa de gala tem um grande apelo com o público. O sucesso do filme mais se explica pelo fato de os animais serem bonitinhos do que por algum mérito cinematográfico (estatueta de Oscar não é prova de nada – vide o grande premiado deste ano, Crash – No Limite). Pode até parecer oportunismo, mas como as animações levam anos para ficarem prontas, essa Happy Feet – O Pingüim já estava em produção quando o outro filme foi lançado. Sorte do diretor, George Miller (Mad Max).

Happy Feet é, basicamente, a versão animada do documentário, adicionando-se uma trama dramática – ou melhor, algumas tramas. O roteiro foi escrito por quatro profissionais e parece que cada um deles pegou de onde o outro parou e começou outro filme. O resultado é bem híbrido e estranho. Dá a impressão de que começa uma história nova a cada meia hora, sem ter terminado a anterior. É meio estranho quando o filme vai de lições como ‘é preciso ser você mesmo’ e chega sem muita explicação a ‘os humanos estão acabando com os peixes do oceano e matando os pingüins’. Aliás, a última meia hora parece ter saído da cabeça do membro mais fanático do Greenpeace, tamanha a sua mensagem exageradamente ecológica.

Se não se levar em conta que Happy Feet tem meia hora interessante e uma hora chata de pura pregação social e ecológica, é possível se divertir. Ou seja, a animação é de primeira. Miller foi responsável por Babe – O Porquinho Atrapalhado (que levou muito adulto ao cinema para ver e chorar com um bando de animais falantes), e mostrou que tem talento para fazer um filme plausível e bom e protagonizado por não-humanos.

Aqui, porém, falta um pouco de leveza e menos sermões para contar a história de Mano (voz de Elijah Wood, na versão original), um pingüim diferente dos outros. Desde pequeno, o animal mostra ser diferente dos outros, para desespero de seu pai (Hugh Jackman), que se culpa por não ter cuidado direito do ovo (quem viu A Marcha dos Pingüins já sabe que, depois de botar o ovo, a fêmea o deixa sob os cuidados do macho e só volta depois do nascimento). Porém, a mãe (Nicole Kidman) não se importa com o fato de o pequenino ser diferente.

Ao atingir certa idade, todo pingüim precisa descobrir sua própria música, que servirá na hora de ‘seduzir’ um parceiro para o acasalamento. Mano, porém, é incapaz de cantar – mas dança como ninguém. O interesse amoroso dele, Gloria (Britany Murphy), porém, tem a melhor voz e afinação do grupo. Essa sua peculiaridade faz com que ele seja expulso da comunidade. Em sua jornada (real e de autodescoberta e aceitação), a ave encontra um grupo de pingüins diferentes dos que conhece e acaba sendo levado até Amoroso (Robin Williams), uma espécie de guru.

Até aí tem-se um filme, com as previsíveis (mas até úteis para o público infantil) lições de moral do tipo ‘seja você mesmo’ e ‘respeite as diferenças’. Porém, Happy Feet dá uma guinada de direção, e simplesmente vira outro filme, com muita lição de ecologia fora de hora, o que o torna maçante e faz seus 90 minutos parecerem mais longos do que realmente são.

Miller tem um expressivo resultado na questão visual do filme. Muitas coisas funcionam como se fosse um filme ‘de verdade’ e não animação, tamanha a precisão técnica de Happy Feet. Desde movimentos de câmera (pouco comuns no gênero) até o uso eficiente da tela toda são constantes. No entanto, é uma pena que o roteiro não responda à altura e pareça não ter passado por uma revisão final para dar um amálgama a todos os elementos. Miller parece ter confiado demais apenas na graciosidade dos personagens. E aqui, o fator fofura foi elevado à estratosfera.

Alysson Oliveira


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