A Casa Monstro

Ficha técnica

  • Nome: A Casa Monstro
  • Nome Original: Monster House
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2006
  • Gênero: Animação
  • Duração: 91 min
  • Classificação: 10 anos
  • Direção:
  • Elenco:

País


Sinopse

Três jovens vão ter a maior aventura de suas vidas ao serem obrigados a investigar a casa mais assustadora da rua. A construção parece ter vida própria e engole pessoas e objetos que caem em seu gramado.


Extras

- Comentário dos Realizadores

- Dentro da Casa Monstro

- Evolução de Uma Cena: Eliza vs. Nebbercracker

- A Arte de A Casa Monstro

- Trailers (sem legendas)

- DVD-ROM* (sem legendas)


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

30/08/2006

A vida nos subúrbios não é nada fácil. Mas, às vezes, algumas coisas conseguem animar a garotada. A animação A Casa Monstro vem para adicionar mais uma lenda urbana à vida longe dos grandes centros. Não por acaso, a produção é de Steven Spielberg e Robert Zemeckis, que redefiniram a vida no subúrbio no cinema infanto-juvenil, com E.T. e De Volta Para o Futuro, na década de 80. Aliás, esse novo filme tem a cara da década retrasada – apesar da técnica de animação mais moderna.

A Casa Monstro se inscreve nessa mesma tradição em que a vida de um grupo de crianças e adolescentes é radicalmente mudada com algum acontecimento fora do comum. Aqui, como o título já diz, trata-se de uma casa com poderes monstruosos que há anos assusta um grupo de crianças de uma rua. A construção é capaz de engolir (literalmente) – e também vomitar – qualquer pessoa e objeto que caia em seu quintal. O único morador é um velhote ranzinza chamado Senhor Epaminondas (Steve Buscemi, na versão original; e Waldir Fiori, nas cópias duladas em português).

Na véspera do Dia das Bruxas, DJ (Mitchel Musso; Gustavo Pereira), seu amigo Bocão (Sam Lerner; Thiago Farias) e Jenny (Spencer Locke; Lina Mendes) vão parar dentro da casa, onde enfrentam alguns de seus maiores temores, reencontram objetos e pessoas perdidas e tentam descobrir porque a casa é assim. Como os personagens estão entrando na adolescência, o roteiro lida com conflitos e temas típicos dos jovens dessa idade, como o primeiro amor, abrir mão das regalias infantis e o preço de tudo isso.

Produzido com a mesma tecnologia de Expresso Polar (dirigido por Zemeckis), A Casa Monstro já mostra uma certa evolução. A animação é feita em cima de imagens de atores previamente filmadas. Se no filme natalino os personagens tinham um olhar vazio e pareciam de porcelana, aqui eles parecem feitos de massinha. São bem mais parecidos com crianças de verdade do que os seres supostamente humanos que protagonizam algumas animações.

Todo o universo de A Casa Monstro parece girar em torno das mesmas questões com que Spielberg lida em muitos de seus filmes. A situação de crianças sozinhas, sem a presença de adultos, é sinônimo de liberdade e medo, em medidas iguais. Há também uma nostalgia remetendo à infância e suas questões – quando os problemas parecem ser mais complicados do que realmente são.

O roteiro transita entre a comédia e o horror light – ainda assim, A Casa Monstro é pouco recomendado para crianças abaixo de dez anos. A sua maior qualidade, diferente da maioria das animações infanto-juvenis, é não tentar enfiar garganta abaixo um Grande Lição Moral para seu público. Aqui, o que importa é a diversão, pura e simples. E nesse quesito, o filme se sai muito bem.

Alysson Oliveira


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança