Intervalo Clandestino

Ficha técnica

  • Nome: Intervalo Clandestino
  • Nome Original: Intervalo Clandestino
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2006
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 94 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção: Eryk Rocha
  • Elenco:

País


Sinopse

Documentário alinha depoimentos de diversas pessoas comuns, na era Lula, apresentando suas opiniões sobre política, eleições, democracia, religião e liberdade, revelando um retrato do Brasil atual.


Extras

- Trailer

- Entrevista com Eryk Rocha


- Making of


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

09/08/2006

O novo filme de Eryk Rocha discute a política pela visão dos mais fracos. Ou seja, das pessoas comuns, homens e mulheres, que encontra na rua. Teóricos e especialistas foram dispensados da montagem final. O que o diretor procura mesmo é a pulsação do Brasil real, que olhe para sua própria cara e defina quem é e o que quer.

Dessas conversas, emerge a discussão do valor do voto – afinal, para que se obriga todo mundo a votar, é o que se pergunta. A corrupção, a desconfiança dos políticos, o neoliberalismo, saudades de Getúlio Vargas e Brizola, tudo isso vai compondo um mosaico de onde emerge uma verdadeira cara do País. E a pergunta maior: existe democracia? Um dos entrevistados não tem dúvidas de que não: “A nossa democracia é fingida, não é verdadeira”.

Para enquadrar toda a discussão num eixo histórico, não faltam algumas imagens de arquivo, que remetem à ditadura de 1964. Percebe-se que o filme não aspira a ser um mero registro fragmentado de opiniões e rostos. Quer ser, isto sim, um registro da história do aqui e do agora.

Na montagem atual, diferente da exibida no Festival do Rio de 2005, também foram eliminadas as referências mais diretas à eleição de 2002. Uma boa contribuição a que Intervalo Clandestino escape da armadilha de ficar datado depressa demais. Do modo que ficou, sua permanência aumenta, apesar de sua inequívoca ligação com o tempo presente.

Como em Rocha que Voa (2002), documentário que marcou sua estréia e falava de seu pai, Glauber Rocha, Eryk realiza um filme marcado por uma variação criativa de texturas e efeitos sonoros.

Neusa Barbosa


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