George, O Curioso

Ficha técnica

  • Nome: George, O Curioso
  • Nome Original: Curious George
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2006
  • Gênero: Animação, Infantil, Aventura
  • Duração: 86 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco:

País


Sinopse

Ted, mais conhecido como O Homem do Chapéu Amarelo, vai para a África em busca de uma estátua perdida, que pretende expor no museu onde trabalha e evitar que a instituição vá à falência. Ele conhece um macaquinho sapeca e curioso, que acaba se escondendo e indo para Nova York. Sem trazer o ídolo antigo consigo, a vida de Ted fica mais atrapalhada agora com o novo mascote, a quem dá o nome de George.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

17/07/2006

A curiosidade pode ter matado o gato, mas para o pequeno macaco protagonista de George, O Curioso fez muito bem. Baseado numa série de livros infantis de Margret Rey e H.A. Rey, o longa é feito para uma faixa bem específica: crianças em idade pré-escolar, o que é algo raro de chegar ao cinema. Em geral, esses filmes costumam ir direto para DVD. O público adulto poderá não achar muita graça – embora não seja nada cansativo – mas as crianças têm tudo para se divertir.

Dirigido por Matthew O'Callaghan, George, O Curioso retoma os dias gloriosos da Disney, quando as animações não precisavam de uma história ultra-sofisticada, cheia de referências à cultura pop, piadas de duplo sentido e agradar aos adultos. Aqui, o que vale é o apelo lúdico, uma diversão mais ingênua, que nem se preocupa com a obsessão pelo politicamente correto – o que é até um aspecto subversivo do longa, porque não?

Seguisse a cartilha dos bons costumes, o macaquinho George e um ídolo pré-histórico africano não poderiam ser tirados de seu habitat natural e levados para Nova York, onde o segundo, é instalado num museu. Aqui, a maior preocupação é entreter seu público infantil. E cumpre esse objetivo ao usar personagens cativantes, cores fortes e canções de fácil apelo, cantadas pelo astro pop Jack Johnson.

Há umas referências à cultura pop aqui e ali, mas muito pouco, se comparado às animações recentes, como Shrek e Carros, por exemplo. A sombra de King Kong paira o tempo todo sobre George, O Curioso. Afinal, ambos tratam de um símio descobrindo a selva de pedra. Mas a relação, em um dado momento, se materializa quando George acidentalmente usa um equipamento para projetar uma imagem gigantesca de si mesmo, resultando em transtorno para os moradores de Nova York e diversão do público.

Numa época em que a diversão dos mais pequenos é dominada pelas tecnologias caras e sofisticadas, George, O Curioso vai no sentido oposto. É como um pião ou uma pipa ao lado de um videogame – à primeira vista pode parecer démodé, mas tem lá os seus encantos. Basta saber encontrá-los.

Alysson Oliveira


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