Superman - O Retorno

Ficha técnica


País


Sinopse

Superman desapareceu da Terra por cinco anos, abandonando também a amada Lois Lane. Foi visitar os restos de seu planeta, Krypton, e redescobrir sua identidade. Quando volta, tudo está mudado. Ele não é mais adorado pelas pessoas. Lois Lane agora tem um filho. E Lex Luthor, o vilão que ele mandou para a cadeia, conseguiu sair.


Extras

- Réquiem a Kripton: O making of de Superman

- Cenas deletadas (com introdução do diretor Bryan Singer)

- Trailers de cinema

- Trailer Game Eletronic Arts


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

10/07/2006

Verdade que é um típico caso de ressurreição – afinal, Superman renasce nas telas, 19 anos depois do último filme da série (Superman IV – Em Busca da Paz, de 1987). E não é só o personagem que renasce, agora interpretado pelo bonitão Brandon Routh. Até Marlon Brando, que morreu em 2004, reaparece na tela, sua voz inconfundível ressoando na caverna de cristais alienígenas que é o santuário de seu filho, Kal-El, que usa as identidades de Clark Kent quando não está dentro do figurino justo do Superman.

A curta participação de Brando é o momento da homenagem, para religar as conexões que tanto tempo passado entre o último filme e este podem ter deixado soltas. Afinal, trata-se da conquista de uma nova geração de espectadores. Depois desse início, o diretor Bryan Singer, que abandonou a bem-sucedida franquia dos X-Men, mostra que não mudou de saga de super-herói à toa. Singer quer ser o novo Steven Spielberg, nada menos. Para isso, uma façanha como atualizar um mito como Superman é o mínimo.

Um dos acertos da produção é não querer repetir o passado além da conta. Brandon Routh não é Christopher Reeve (que também morreu em 2004), nem tenta. Ele cria um outro tipo, mais sensível, com menos ironia, que se aproxima mais do perfil de um herói romântico – o que certamente tem apelo certo para o público feminino.

Para os meninos, também não falta diversão. O filme tem seqüências de ação fortes e grandiosas. A primeira missão do Superman, voltando à Terra depois de uma ausência de cinco anos que o desmoralizou junto ao público, é o salvamento de dois aviões em queda, um dos quais ele deposita no centro de um estádio de beisebol. Este avião, justamente, tem entre seus passageiros ninguém menos do que a repórter Lois Lane (Kate Bosworth), o grande amor de Clark/Superman. Mas ele perdeu o amor dela. Depois do sumiço dele sem explicações, Lois foi cuidar da vida. Teve um filho e ganhou um prêmio Pulitzer justamente por ter escrito no jornal o artigo “Por que o mundo não precisa do Superman”.

Superman vai ter de suar muito o uniforme azul e vermelho para segurar a onda de seu arquiinimigo, Lex Luthor (Kevin Spacey). Ele não só se livrou da cadeia, porque Superman estava fora do alcance para testemunhar no seu processo, como descobriu a caverna de cristais do herói – aproveitando para roubar alguns deles. Luthor logo percebe a imensa possibilidade destas rochas interplanetárias, que crescem sem medida na Terra e podem ocupar todo o planeta. Isso é justamente o que quer o vilão – que as novas rochas cubram a Terra e ele se torne o único dono do novo terreno.

Resumindo: Superman vai ter de recuperar seu cartaz junto a Lois (que está casada com o sobrinho do dono do jornal, interpretado por James Marsden, de X-Men), segurar a fúria expansionista de Luthor e salvar alguns milhares de seres humanos de diversos perigos ao redor do planeta todos os dias. Coisa de maluco, mas para que é que ele é Superman?

Sem querer entregar muito, um tema central no roteiro de Dan Harris e Michael Dogherty é a paternidade. Mas teria sido de bom tom que não se tivesse calcado tanto a mão nas referências ao cristianismo – “mandar o único filho”, “o filho se torna o pai, o pai se torna o filho” são frases que ouvem aqui e ali. Exageraram. Mas, se se esquecer disso, o filme é uma boa diversão. E promete seqüência.

Neusa Barbosa


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