Os Sem-Floresta

Ficha técnica

  • Nome: Os Sem-Floresta
  • Nome Original: Over the Hedge
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2006
  • Gênero: Infantil, Animação
  • Duração: 83 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco:

País


Sinopse

Um grupo de animais silvestres acorda de sua hibernação e descobrem que sua floresta foi desmatada para a construção de um condomínio. Assustados e sem saber o que fazer, eles recebem a ajuda de um guaxinim, que os ensina a roubar guloseimas dos humanos. Mas o que eles não sabem é que o novo amigo tem interesses próprios.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

04/07/2006

Não vai ser tão já que os bichinhos fofinhos e falantes vão abandonar as telas. A animação Os Sem-Floresta, produzida pela Dreamworks (a primeira que o estúdio lança com seu novo parceiro, a Paramount), é protagonizada por uma série de animais bonitinhos, que saltam das tiras de jornal para o cinema. O aspecto em que esse filme sai na frente, se comparado com outros recentes do mesmo estilo (Madagascar, Selvagem) é que aqui há uma relação com a realidade – apesar de os animais não se comportarem como os bichos reais, afinal, eles conversam e pensam como gente.

Baseado nos personagens criados por Michael Fry e T. Lewis, o filme, assim como a tira, mostra o conflito entre o homem e os animais, entre a tecnologia e natureza, criticando a sociedade de consumo desenfreado e a vida vazia dos subúrbios. Herança também de sua origem é a estrutura quase episódica do roteiro, fazendo com que Os Sem-Floresta funcione melhor em partes do que no todo.

Ao acordar da hibernação, um grupo de animais silvestres encontram à sua frente o que parece ser um muro de grama delimitando o seu espaço. Depois de muito investigar – sem sucesso – o que é aquilo, e para o que serve, eles descobrem que, enquanto dormiam, foi construído um condomínio de luxo, acabando com a floresta e reduzindo a sua área – e aquilo diante deles é uma cerca viva.

Quem esclarece isso é o guaxinim RJ (voz de Bruce Willis, no original) que vai ludibriar a turma da floresta para se safar de uma encrenca. O animal está sendo perseguido por um urso, pois foi pego roubando dele todo o seu estoque de guloseimas, que acabaram destruídas. Assim, ele terá de repor tudo, para não ser devorado. Sem contar nada para os novos amigos, ele arma um plano para pegar a junk food dos humanos, como batatas fritas e cookies, e entregá-las para o urso.

Enquanto as técnicas de animação se mostram cada vez mais avançadas, resultando em filmes visualmente sofisticados e hipnóticos, falta ao roteiro aqui desenvolver a premissa que permitiria ser explorada de diversas formas. O resultado da invasão humana ao ambiente animal não resulta em grandes conflitos, a não ser o roubo de comida. Assim, o filme nunca vai além de um esquematismo, às vezes frio, e sem nenhum momento de poesia ou brilhantismo – como outras animações já provaram ser possível.

Os valores familiares, é claro, estão em alta, e fariam Walt Disney orgulhoso, ressaltando a importância da amizade, da lealdade e da natureza. Há momentos que buscam uma conexão com o público adulto – como citando uma cena famosa de O Cidadão Kane, e outra de Uma Rua Chamada Pecado-- mas esses são eventos isolados num roteiro que privilegia o público infantil.

O que há de melhor em Os Sem-Floresta são os personagens. Todos atrativamente bem desenhados, e com personalidade marcante. Verne (Garry Shandling) é a tartaruga, uma espécie de líder do bando, até a chegada de RJ. Há também Stella (Wanda Sykes) é uma gambá descolada, uma família de porcos-espinhos, além de dois sarigüês que, como é típico da espécie, adoram se fingir de mortos. Mas quem rouba a cena é o esquilo Hammy (Steve Carell) – meigo e hiperativo, ele é alma do bando.

Alysson Oliveira


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