A Terra Encantada de Gaya

Ficha técnica

  • Nome: A Terra Encantada de Gaya
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Espanha
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Animação, Infantil
  • Duração: 90 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco:

País


Sinopse

Gaya é um mundo de seres estranhos que só existe num programa da TV. Porém, um cientista maluco e malvado transporta alguns personagens para o mundo real. Eles terão de procurar seu criador para voltar para casa e salvar Gaya da completa destruição.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

06/02/2006

A Terra Encantada de Gaya é a primeira tentativa de um estúdio alemão de fazer uma animação em computador, nos mesmos moldes da Pixar (Os Incríveis, Procurando Nemo) e da Dreamworks (Shrek. Madagascar). E, apesar dos esforços e da boa vontade, dá para perceber que ainda estão bem longe do padrão estabelecido pelos concorrentes norte-americanos, não apenas na questão técnica, mas também em se tratando de roteiro.

Dentro do filme, Boo e Zino são duas personagens de um desenho animado de sucesso. Morando na terra mágica chamada Gaya, eles passam o tempo vivendo aventuras. Enquanto o segundo é considerado o herói, o primeiro é apenas o inventor. O maior inimigo da dupla são os Snurks, que a todo custo querem roubar a atenção.

Tudo indicava que este seria mais um dia tranqüilo em Gaya. Boo e Zino iriam ganhar uma corrida de carros, apesar dos Snurks tentarem trapacear, Alanta, a filha do rei, finge ser homem para ganhar a corrida e provar que não é uma menina mimada, entre outras coisas. Até o momento que um cientista maluco – do mundo real – acaba teletransportando esses personagens para o mundo de verdade e junto leva o cristal que protege Gaya – sem ele, toda a vida naquela terra irá terminar.

O filme acompanha a aventura desse grupo de personagens perdidos no mundo dos humanos e tentando voltar para Gaya. Eles vão procurar ajuda de Albert, o criador do desenho, que nem desconfia que suas criações saíram da tela da TV. Enquanto isso, são perseguidos pelo cientista.

A animação pobre à parte, o roteiro padece da falta de criatividade e humor. Alguns momentos pegam pesado demais, levando em conta que o filme se destina às crianças pequenas. Como quando Boo, por exemplo, filosofa dizendo ‘penso logo existo’. Até aquilo que a animação pretende discutir em alguns momentos, como o livre arbítrio, é negado no final, resultando em algo negativo.

Na versão brasileira, a dublagem do personagem principal é feita por Márcio Garcia, enquanto os demais pegam emprestadas as vozes dos apresentadores do programa de TV Pânico. Sabrina Sato dubla a princesa Alanta, e, como é sua marca registrada, força a letra ‘r’, no seu sotaque de interior paulista artificial. Na cópia apresentada à imprensa, em diversas cenas, a dublagem e os movimentos labiais dos personagens estavam fora de sincronia.

Alysson Oliveira


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