A Noiva Cadáver

Ficha técnica


País


Sinopse

Victor encontra um local calmo no cemitério da cidade para treinar seus votos matrimoniais. No entanto, quando uma noiva defunta acorda e o ouve, acha que é uma declaração de amor para ela, e aceita o pedido. Enquanto isso, os pais da verdadeira noiva estão procurando um pretendente à altura para a garota.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

10/10/2005

Quando estreou o filme A Fantástica Fábrica de Chocolate, há poucos meses, muitos se perguntavam se Tim Burton conseguiria realizar um filme apropriado ao público infantil. Produções anteriores (Os Fantasmas se Divertem, Edward Mãos de Tesoura, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça) apontavam para uma resposta negativa. E, para a surpresa de todos, a resposta foi clara: a crítica enalteceu a obra e o público lotou os cinemas.

Por isso, não é estranho que a nova estréia, A Noiva Cadáver, no fim, possa ser vista como um filme infantil. Muito similar, aliás, a sua primeira animação em stop motion (em que modelos flexíveis se movem com muito cuidado, quadro por quadro, para obter a ilusão de movimento), o adorável O Estranho Mundo de Jack, de 1993.

A história não é lá tão fácil de digerir, mas é simples. Tudo começa com os preparativos do casamento arranjado entre Victor (dublado pelo ator coqueluche do diretor, Johnny Depp) e Victoria (interpretada pela atriz Emily Watson). Apesar de tudo, os jovens se apaixonam. Tudo parece ir bem até o tímido Victor treinar seus votos matrimoniais no lugar mais improvável e pouco romântico da cidade: um ermo cemitério.

A história começa a se complicar quando uma das moças sepultadas acha que Victor está dizendo as belas palavras para ela. Encantada com o galante rapaz, a noiva cadáver (dublada pela esposa do diretor, a excelente atriz Helena Bonham Carter) aceita erroneamente os votos e sente-se casada com o pobre e apavorado Victor, levando-o para o mundo dos mortos. Enquanto isso, os pais de Victoria pensam em casá-la com outro partido.

Os episódios da vida e morte dos protagonistas são acompanhados por entusiasmados números musicais - cortesia de Danny Elfman. A verdade é que o músico já esteve mais inspirado, principalmente se comparar este trabalho com as satíricas composições para A Fantástica Fábrica de Chocolates. De certa forma, perde-se um pouco com a aparente falta de criatividade de Elfman.

Por outro lado, como era de se esperar, o trabalho do elenco é impecável, tal como a técnica, um triunfo para os artistas que trabalharam por anos a fio nesta produção. Destaque-se, aqui, o trabalho de Mike Johnson, que ficou com a direção real do filme desde 2002. Isto é, foi ele que ficou desde 2002 vendo os técnicos coordenarem o movimento dos bonecos.

Em tempo, quem gostar de animações em stop motion não deve perder também Wallace e Gromit: A Guerra dos Vegetais, em cartaz nos cinemas. Embora não possam ser comparados, por diferentes temáticas e humor, convivem muito bem em uma época tomada por uma torrente de animações digitais. Eles provam mais uma vez que, mais do que a tecnologia, por trás das imagens o que vale mais é a criatividade e a imaginação para criar grandes histórias.

Rodrigo Zavala


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