"Os arrependidos" e "Presidente" são os vencedores do É Tudo Verdade

"Os Arrependidos" e "Presidente" são os grandes vencedores do É Tudo Verdade

Neusa Barbosa

Foram anunciados nesta tarde (18) os premiados da 26ª edição do Festival É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários. Os grandes vencedores foram o brasileiro Os Arrependidos (foto ao lado), de Ricardo Calil e Armando Antenore, e o dinamarquês Presidente, de Camilla Nielsson.
Os Arrependidos traça o perfil de alguns ex-militantes da luta armada que, na ditadura militar, foram forçados a renegar publicamente sua opção política, participando de programas de televisão que o governo usava como propaganda. O filme, que receberá um prêmio de R$ 20.000,00, terá uma reprise na terça (20), às 21h na plataforma É Tudo Verdade/Looke.
 
Presidente (foto ao lado), por sua vez, retrata as eleições presidenciais de 2018 no Zimbábue, que pareciam levar a uma renovação política do país, governado por 38 anos por Robert Mugabe. No entanto, uma gigantesca fraude para prejudicar o líder da oposição, Nelson Chamisa, é colocada em movimento. O filme terá reprise na terça (30), às 19h na plataforma É Tudo Verdade/Looke.
Reconhecido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA como um festival classificatório para o Oscar®, o É Tudo Verdade qualifica automaticamente as produções vencedoras nas competições brasileira e internacional de Longas/Médias-Metragens e de Curtas-Metragens para inscrição direta visando a disputa dos Oscars® para melhor documentário de longa-metragem e de documentário de curta-metragem.
Falando ao vivo pelo Zoom, o diretor do festival, Amir Labaki, manifestou sua preocupação pela manutenção do fechamento da Cinemateca Brasileira, lembrando sua importância para a preservação da memória do cinema brasileiro. E conclamou todas as partes envolvidas para que se mobilizem para sua urgente reabertura.
 
Outros prêmios
Entre os prêmios oficiais da Competição Internacional, foram concedidos o de melhor curta para A Montanha Lembra, de Delfina Carlota Vásquez e uma menção honrosa ao longa argentino Vicenta, de Darío Doria – uma animação que reencena um caso verídico da luta de uma mãe pobre para obter o aborto legal para a filha deficiente.
Na Competição Brasileira, foi atribuída menção honrosa a Ser Feliz no Vão, de Lucas Rossi dos Santos, que obteve também o prêmio EDT para sua montagem. O prêmio de melhor curta ficou para Yaokwá – Imagem e Memória, de Rita Carelli e Vincent Carelli (que receberá um prêmio de R$ 6.000,00), também ganhador do prêmio Canal Brasil (dando direito a outros R$ 15.000,00). Outra menção honrosa foi dada ao longa Máquina do Desejo – 60 Anos do Teatro Oficina, de Joaquim Castro e Lucas Weglinski, também vencedor do prêmio EDT para sua montagem.
A entrega dos prêmios acontecerá no segundo semestre, em cerimônia a ser marcada.

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