"17 quadras" e "Eyimofe" vencem a Mostra SP

Júri da Mostra premia "17 Quadras" e "Eyimofe"


Na noite desta quarta (4/11), foi realizada a entrega dos prêmios da 44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo no Bike in, área externa do Auditório Ibirapuera. O júri formado pela montadora Cristina Amaral, a produtora Sara Silveira e o diretor Felipe Hirsch escolheu como melhores filmes o documentário 17 Quadras (foto ao lado) e a ficção Eyimofe (Este é meu desejo). Além disto, foram concedidas menções honrosas ao documentário brasileiro Chico Rei Entre nós e à atriz Thiessa Woinbackk, do filme Valentina
 
A Mostra de SP realiza ainda uma repescagem, incluindo 130 títulos online, até o dia 8 de novembro. Confira os detalhes no site da Mostra.
 
Além disso, foram entregues dois Prêmios Humanidade - um para os funcionários da Cinemateca Brasileira e outro para o documentarista Frederik Wiseman (que apresentou na Mostra seu novo filme, City Hall). Já o Prêmio Leon Cakoff foi destinado à produtora Sara Silveira. A solenidade, apresentada por Renata de Almeida e virtualmente por Serginho Groisman, contou com a presença do diretor Walter Salles, que recebeu o Prêmio da FIAF - Federação Internacional de Arquivos de Filmes, órgão que reúne cinematecas do mundo todo.
 
Veja abaixo outros títulos premiados na 44ª Mostra:
 
PRÊMIO DO PÚBLICO
 
O público da 44ª Mostra escolheu, entre os estrangeiros, o iraniano Não Há Mal Algum , como melhor filme de ficção, e Welcome to Chechnya , como melhor documentário. Entre os brasileiros, Chico Rei Entre Nós recebe o prêmio de melhor documentário e Valentina o de melhor ficção.
 
PRÊMIO DA CRÍTICA
 
A imprensa especializada que cobre o evento conferiu o Prêmio da Crítica, elegendo o documentário Glauber, Claro como o melhor filme brasileiro e Mosquito como o melhor entre os estrangeiros.
 
Dirigido por César Meneghetti, o longa Glauber, Claro foi escolhido "por apresentar um original exercício estilístico, em que revela a forma visceral com que Glauber Rocha filmava à base de improvisações e muito inspirado no cinema político".
 
Já o moçambicano Mosquito, de João Nunes Pinto, leva o prêmio "pela maneira pulsante e criativa como retrata um período histórico ao borrar as barreiras entre o real e o imaginário, construindo uma obra antibelicista ao mesmo tempo em que critica o papel colonizador de seu país".
 
Júri - Prêmio da Crítica: Ailton Monteiro, Barbara Demerov, Barbara Santos, Bruno Carmelo, Inácio Araújo, Isabel Wittmann, Jorge Cruz, Leonardo Sanches, Luiz Carlos Merten, Luiz Joaquim, Luiz Zanin, Marcelo Muller, Márcio Sallem, Maria do Rosário Caetano, Matheus Mans, Nayara Reynaud, Neusa Barbosa, Robledo Milani, Rodrigo de Oliveira, Ubiratan Brasil, Úrsula Passos, Wesley Pereira de Castro
 
PRÊMIO DA ABRACCINE
 
A Abraccine - Associação Brasileira de Críticos de Cinema também realiza tradicionalmente uma premiação, que escolheu o melhor filme brasileiro entre os realizados por diretores estreantes. Neste ano, o eleito foi o longa Êxtase, de Moara Passoni.
 
O filme foi escolhido pela inventividade com que equilibra o corpo fílmico e o corpo físico, trazendo novas texturas para um tema raro no cinema brasileiro e ampliando as possibilidades do documentário.
 
Júri - Prêmio Abraccine: Ella Bittencourt, Francisco Carbone e Juliana Costa
 
PRÊMIO PROJETO PARADISO
 
Todos os diretores que tiveram títulos selecionados para a Mostra Brasil poderiam inscrever um novo projeto para concorrer a um prêmio oferecido pelo Projeto Paradiso, uma iniciativa do Instituto Olga Rabinovich. A bolsa, no valor de R$ 30 mil, é destinada ao roteirista do projeto em fase de desenvolvimento e inclui ainda mentorias, coaching para o produtor, workshop de audiência e participação em mercados internacionais.

O projeto premiado neste ano foi Neuros, de Guilherme Coelho.

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