Cannes 2019

Brasileiro Karim Aïnouz ganha prêmio principal da seção Un Certain Regard

Neusa Barbosa, de Cannes

O filme brasileiro A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Ainouz, ganhou o prêmio principal da seção Un Certain Regard. Em seu agradecimento, emocionado, Karim, que decolou em sua carreira internacional exibindo Madame Satã na mesma seção, em 2002, destacou a importância da premiação para o cinema brasileiro, “neste momento em que o país vive uma fase de intolerância”.

O Prêmio do Júri ficou com o filme espanhol O Que Arde, de Oliver Laxe, e o de direção, para o jovem russo Kantemir Balagov, de apenas 27 anos, por seu segundo longa, Beanpole (Une Grande Fille). Aluno do grande diretor Alexander Sokhurov, Balagov estreou com Tesnota, que foi lançado comercialmente no Brasil.

O prêmio de melhor atuação foi dado à atriz Chiara Mastroianni, pelo filme francês Chambre 212, de Christophe Honoré. Muito emocionada, a filha de Marcello Mastroianni e Catherine Deneuve lembrou que nunca antes havia recebido um prêmio.

O Prêmio Especial do Júri foi atribuído ao catalão Albert Serra, pelo filme Liberté, mais uma história de época de cunho densamente teatral, filmada em Portugal. Uma menção especial do júri foi entregue ao francês Bruno Dumont, por seu musical Jeanne, outra produção inspirada na heroína Joana D’Arc.

O prêmio Coup de Coeur foi dividido entre dois filmes: La Femme de mon Frère, de Monia Chokri, e The Climb, de Michael  Angelo Covino.


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