"Dois Tempos" vence a edição brasileira do É Tudo Verdade

É tudo verdade: Em ‘Vocacional’, o limite entre a recordação e o documental

Alysson Oliveira

É tudo verdade: Em ‘Vocacional’, o limite entre a recordação e o documental
Premiado diretor de documentários (Rita Cadillac – A lady do povo) e ficções (Cabra-cega), o cineasta Toni Venturi revisita uma página interessante e esquecida da educação pública no Brasil: o colégio Vocacional, que fez história e revolução nas décadas de 60 e 70, no longa Vocacional, Uma aventura Humana.
 
Criada pela pedadoga Maria Nilde Mascellani, essa escola, implantada na capital e em algumas cidades do interior de São Paulo, tinha uma proposta à frente do seu tempo: fazer o aluno pensar, desenvolver a sensibilidade artística e habilidades técnicas. Venturi e seu irmão foram alunos dessa escola. Em seu filme, faz uma combinação entre memórias – suas, de alunos e de professores – e o factual, a ascensão e queda da escola – quando se tornou inconveniente para o regime militar.
 
É um filme pessoal – e o diretor se posiciona em primeira pessoa – e isso é o que dá força para Vocacional. Há uma atmosfera de saudosismo, é claro, mas que nunca se torna o centro do documentário. Ao olhar para o passado, o longa faz uma reflexão sobre a precariedade do ensino público no Brasil contemporâneo.
 
Venturi anda habilmente sobre a corda bamba de ser diretor e personagem de seu próprio filme. Ao dividir cena com seus ex-colegas de escola e professores, o documentarista encontra o tom entre as recordações e a informação.
 
Sessões no É tudo verdade:
    * CINE LIVRARIA CULTURA (SÃO PAULO - SP): 02/04 - 21H00M
    * CINE LIVRARIA CULTURA (SÃO PAULO - SP): 03/04 - 15H00M
    * UNIBANCO ARTEPLEX (RIO DE JANEIRO - RJ): 07/04 - 17H00M
    * UNIBANCO ARTEPLEX (RIO DE JANEIRO - RJ): 07/04 - 21H00M
 
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