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Cacá Diegues prepara continuação de “Deus é brasileiro”

Publicado em 19/05/20 às 09h57

Completando 80 anos nesta terça (19), o cineasta maranhense radicado no Rio Cacá Diegues disse em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo que está terminando, durante a quarentena, o roteiro de seu 19o longa, Deus ainda é brasileiro, sequência do filme de 2003, que deverá, novamente, escalar Antônio Fagundes no papel principal.
 
Deus é Brasileiro termina com Deus indo embora. Agora, quase 20 anos depois, ele volta ao país. Deus diz: ‘Quando saí daqui, estavam todos satisfeitos, o Brasil pentacampeão do mundo. Agora volto e estão desempregados, chorando. Perderam de 7 a 1 da Alemanha. O que aconteceu nesse país?”, disse ao jornal.
 
Ele conta que o tema do filme será a situação atual do país. “Nem a ditadura militar foi tão ruim como é este governo”, declara ao comparar a situação atual do Brasil em relação àquela de quando lançou Bye Bye Brasil, em 1979.
 
Na entrevista, Diegues também afirma que, para ele, streaming também é cinema, e que a pandemia mudará para sempre o circuito exibidor. “Acho que os grandes circuitos cinematográficos nunca mais voltarão a ser como antes. Serão menos salas, e essas salas serão menores. O cinema passará a ser o streaming, e os lançamentos de filmes serão muito mais discretos. É uma burrice dizer que streaming não é cinema.”
 
O trabalho mais recente do cineasta é O Grande Circo Místico, exibido fora de competição no Festival de Cannes de 2018, e selecionado para representar o Brasil no Oscar do ano passado, ficando fora das indicações. Na sua extensa filmografia, o diretor conta com sucessos como Xica da Silva (1976) e Tieta do Agreste (1996).

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