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Morre a cineasta francesa Sarah Maldoror

Publicado em 13/04/20 às 12h52

Morreu nesta segunda (12-4), aos 91 anos, em decorrência do covid-19, a cineasta francesa Sarah Maldoror, uma das principais diretoras a retratar os movimentos de libertação colonial dos países africanos. Nascida na França, de pai guadalupenho e mãe francesa, ela estudou cinema em Moscou e tornou-se conhecida especialmente por Sambizanga (1972), seu segundo longa metragem, adaptando obra do escritor angolano José Luandino Vieira, e que foi apresentado na seção Fórum do Festival de Berlim. Além disso, ela foi assistente do diretor italiano Gillo Pontecorvo em seu clássico do cinema político, A Batalha de Argel (1965) e do francês Chris Marker em seu instigante Sans Soleil (1983)

Pela seção Fórum de Berlim e também pela Quinzena dos Realizadores de Cannes passara seu curta de estreia, Monangambé (1969), igualmente adaptando obra do angolano Vieira.

Seu primeiro longa, Des fusils pour Banta, sobre uma guerrilheira argelina e rodado na Guiné Bissau, foi perdido. Ela realizou ainda um terceiro longa, Le passage du Tassili (1985) e diversos curtas. 


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