Notícias

CCBB-RJ começa retrospectiva comemorando centenário de Fellini no dia 8

Publicado em 02/01/20 às 11h11

 Comemorando o centenário de nascimento de um dos maiores cineastas de todos os tempos, Federico Fellini (1920-1993), começa no dia 8 de janeiro, no CCBB-RJ a retrospectiva Fellini, Il Maestro. Após o Rio de Janeiro, a mostra segue para São Paulo – no CCBB, de 26 de fevereiro a 23 de março, no CineSesc, de 12 a 18 de março - e CCBB Brasília - de 24 de março a 19 de abril. O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura
 
A retrospectiva tem curadoria de Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida e apresentará 24 títulos, desde o filme de estreia de Fellini - Mulheres e Luzes (1950), codirigido com Alberto Lattuada, até o último deles - A Voz da Lua (1990), incluindo obras-primas estreladas por parceiros constantes como Marcello Mastroianni e Giulietta Masina, sua esposa, e embaladas pela música de Nino Rota. A mostra exibirá também o documentário Fellini: A Director's Notebook (1969), no qual o próprio Fellini comenta seu processo de trabalho e passeia por seus lugares preferidos em Roma.
 
A programação ainda reserva boas surpresas, todas gratuitas: no Rio, um curso de três dias - 22 a 24/1, das 14h às 16h -, com o professor e pesquisador Hernani Heffner, (inscrições pelo e-mail felliniccbbrj@gmail.com);um debate, no dia 30/1, às 19h, com Hernani Heffner e a Profª Drª India Mara Martins, mediação de Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida e tradução para LIBRAS; e um super livro-catálogo de mais de 400 páginas com artigos críticos, ensaios, entrevistas, filmografia, fotos etc. Para ganhar o catálogo, basta juntar cinco ingressos de sessões da mostra.
 
Um dos maiores sucessos da carreira de Fellini, Amarcord, que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, terá uma “sessão inclusiva” no dia 29 de janeiro, às 16h, com audiodescrição, legendagem descritiva e tradução para LIBRAS. A entrada será franca.
 
Carreira 
 
Abismo de Um Sonho (1952) foi o primeiro longa-metragem o qual Fellini assinou sozinho a direção. Logo depois, em 1953, ele lançou Os Boas-Vidas (1953), que iniciou, com o Leão de Prata no Festival de Veneza, uma sucessão de prêmios em sua carreira. O primeiro Oscar de Melhor Filme estrangeiro veio com A Estrada da Vida (1954). Para Noites de Cabíria (1957), Fellini se inspirou numa notícia policial e nas histórias contadas por Wanda, a prostituta que conheceu no set de A Trapaça(1955). Noites de Cabíria ganhou o Oscar de Melhor Filme estrangeiro e Giuletta Masina o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. 
 
O fenômeno da Hollywood no Tibre, em 1958, em que estúdios americanos lucravam com o trabalho barato em Roma, permitia que jornalistas roubassem fotos de celebridades na Via Veneto. Daí veio a inspiração para A Doce Vida (1960) um sucesso de bilheteria que ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes e eternizou a cena de Anita Ekberg na Fontana di Trevi.
 
Em carta a Brunello Rondi, Fellini esboçou suas ideias sobre um homem sofrendo de bloqueio criativo. Ele se decidiu pelo título auto-referencial 8 1⁄2 (foto), mas não sobre o que o personagem fazia para viver. Fellini narraria tudo o que lhe havia acontecido: faria um filme sobre um diretor que não sabe mais qual filme ele quer fazer. 8 1⁄2 ganhou os Oscars de Melhor Filme Estrangeiro e de Melhor Figurino.
 
Julieta dos Espíritos (1967) foi seu primeiro filme a cores. Em março de 1971, Fellini começou a produção de Roma, coleção de episódios inspirados pelas memórias e impressões do diretor sobre a cidade. 
 
Em 1973, Fellini dirigiu Amarcord, vagamente baseado em seu ensaio autobiográfico “Minha Rimini”. Em 1989, realizou A Voz da Lua, seu último filme. Em 1993, Fellini ganhou um Oscar Honorário, em reconhecimento pela sua carreira. 
 
Federico Fellini morreu em Roma, em 31 de outubro de 1993, ao 73 anos, de ataque cardíaco, um dia depois da celebração dos 50 anos de casamento com Giulietta Masina. O funeral, no Estúdio 5 da Cinecittà, seu favorito, atraiu 70 mil pessoas. Cinco meses depois, Giulietta faleceu de câncer no pulmão. Fellini, Masina e o filho Pier Federico (que morreu ainda bebê) estão enterrados na entrada principal do cemitério de Rimini. 
 
Fellini, Il Maestro
https://www.facebook.com/Mostra-Fellini-Il-Maestro-107089484133456/
Patrocínio: https://dinerohoy.com.ar/prestamos/solo-con-dni
Apoio: CineSesc SP, Cinemateca do MAM e Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro
Curadoria: Paulo Ricardo Gonçalves de Almeida
Produção: Voa
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
www.bb.com.br/cultura
 
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
De 8 de janeiro a 3 de fevereiro de 2020
Rua Primeiro de Março 66, Centro, tel (21) 3808-2020 
Salas de Cinema 1 (98 lugares)  
Ingresso: R$ 10 e R$ 5 (meia entrada) 

www.twitter.com/ccbb_rj - www.facebook.com.br/ccbb.rj


Outras notícias