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CCSP apresenta retrospectiva da cineasta portuguesa Rita Azevedo Gomes

Publicado em 13/06/19 às 12h08

Olhar português

O Centro Cultural São Paulo realiza, a partir de hoje (13), uma mostra em homenagem à cineasta portuguesa Rita Azevedo Gomes - que veio ao Brasil para participar do festival Olhar de Cinema, em Curitiba, apresentando ali seu longa de época A Portuguesa, que terá exibições hoje, às 20h, e domingo (16).
 
LEIA A COBERTURA DO OLHAR DE CINEMA
 
Nascida em Lisboa em 1952, a realizadora tem um trabalho fortemente inspirado na literatura - A Portuguesa, por exemplo, partiu de uma novela do austríaco Robert Musil, com adaptação da escritora portuguesa Agustina Bessa-Luís, recentemente falecida.
 
Sua admiração pelos poetas portugueses Sophia de Mello Andresen e Jorge de Sena reflete-se em seu filme Correspondências, apresentado em Cannes em 2016.
 
Abaixo, a programação da mostra, que prossegue até quarta (19), também com debates com a diretora:
 
Dia 13 - Quinta-feira
 
Rita Azevedo - 15ª Pedra - Beta Digital_15h00
Rita Azevedo - A Coleção Invisível - Beta Digital_18h30
Rita Azevedo - A Portuguesa_20h00
 
Dia 15 - sábado
Rita Azevedo - Frágil Como o Mundo_15h00
Rita Azevedo - 15ª Pedra - Beta Digital_20h00
 
Dia 16 - domingo
Rita Azevedo - A Vingança de uma Mulher_15h00
Rita Azevedo - A Portuguesa_17h30
Rita Azevedo - Debate com a diretora Rita Gomes Azevedo_20h00
 
Dia 18 - Terça-feira
Rita Azevedo - Frágil Como o Mundo_15h00
Rita Azevedo - A Vingança de uma Mulher_17h00
Rita Azevedo - Correspondências_19h00
 
Dia 19 - Quarta-feira
Rita Azevedo - Correspondências_15h00
Rita Azevedo - A Coleção Invisível - Beta Digital_18h00
Rita Azevedo - Palestra Sergio Alpendre_ sobre a Rita Azevedo e o cinema português_20h00


SINOPSES DOS FILMES

FRÁGIL COMO O MUNDO, de Rita Azevedo Gomes
Portugal, 2001, 87 min, beta digital, 12 anos
Com Bruno Terra, Carlos Ferreira, Maria Gonçalves e Sophie Balabanian
Vera e João são dois jovens que se amam mas têm o tempo contra eles. O desejo de estarem juntos obriga-os, numa espécie de jogo infantil, a fugirem dos amigos, de casa, das pessoas e do mundo. Isolados numa floresta, afastam-se de tudo. Fazem um pacto para nunca se separarem. Um com o outro, um para o outro, são capazes de tudo. Mas um dia Vera enfraquece e acaba por adoecer.
 
A VINGANÇA DE UMA MULHER, de Rita Azevedo Gomes
Portugal, 2012, 100 min, DCP, 12 anos
Com Fernando Rodrigues, Hugo Tourita, Rita Durão
Um lugar na Europa, séc. XIX. Roberto (Fernando Rodrigues) é um "bon vivant". A sua vida é levada entre o aborrecimento e as tentativas frustradas de fugir dele. Um dia, enquanto procurava os prazeres da carne e julgava que nada o poderia surpreender, conhece uma cortesã (Rita Durão) que lhe revela algo absolutamente inesperado: ela foi, em tempos, a esposa do duque de Sierra Leone. Depois de seu marido assassinar o grande amor da sua vida, mergulhada em desespero e revolta, jurou a maior e mais cruel vingança de uma mulher: atacando a sua honra, torna-se prostituta. Aquele momento vai mudar Roberto, que reconhece o vazio de toda a sua existência por nunca ter conhecido o verdadeiro amor.
 
CORRESPONDÊNCIAS, de Rita Azevedo Gomes
Portugal, 2016, 145 min, DCP, 12 anos
Com Rita Durão, Eva Truffaut, Pierre Léon, Luís Miguel Cintra
Filme inspirado nas cartas trocadas entre dois poetas maiores da língua portuguesa, Sophia de Mello Breyner Andresen e Jorge de Sena, durante os anos de exílio deste último (1957-78). A correspondência entre Sophia e Jorge de Sena, que foi editada em livro em 2005, é um testemunho da forte e profunda amizade entre estes dois poetas, mas é também marcada pelo sempre presente peso da censura e da situação política em Portugal naquela época. Por razões políticas e circunstâncias da vida, Jorge de Sena viu-se forçado a partir para o exílio. Foi primeiro para o Brasil e, mais tarde, para os EUA, onde seguiu carreira acadêmica. Sena nunca conseguiu voltar para o seu país. A correspondência entre os dois poetas testemunha uma continuada busca da liberdade, numa época de grande pressão, vivida sob o fascismo. Ao mesmo tempo, as cartas revelam uma profunda afinidade entre dois seres.  
 
A 15ª PEDRA, de Rita Azevedo Gomes
Portugal, 2007, 117 min, Beta Digital, 12 anos
Com João Bénard da Costa, Manoel de Oliveira
Cruzam-se três gerações. A começar por Manoel de Oliveira, o realizador presente em todo o século 20. Ele foi berço do próprio cinema, cada um de seus filmes surpreende ao mesmo tempo em que reafirma, sem transigência, o seu conceito cinematográfico. Depois, João Bénard da Costa, aquele que pelos filmes entrou e pelo cinema e com o cinema viu e deu a ver a vida. Por fim, a própria Rita Azevedo Gomes, que desde sua iniciação no cinema se aproximou do cineasta e do ator e historiador de arte e que, cada vez que esteve perante os dois juntos, observou, para além do exposto, uma relação pessoal entre ambos.
 
A COLEÇÃO INVISÍVEL, de Rita Azevedo Gomes
Portugal, 2009, 56 min, Beta Digital, 12 anos
Com Clara Riedenstein, Marcello Urgeghe, Rita Durão, Pierre Léon
Uma história sobre arte e homens cultos, e sobre como a sua arte e a sua cultura se revelam inúteis face à dura realidade da vida no século XX.
 
A PORTUGUESA, de Rita Azevedo Gomes
Portugal, 2019, 136 min, DCP, 12 anos
Com Duarte de Almeida, Jorge Molder, Anna Leppänen
O novo filme Rita Azevedo Gomes parte de uma novela de Robert Musil, com adaptação cinematográfica de Agustina Bessa-Luís. No norte de Itália, século XVI, antes da assinatura de paz do Concílio de Trento, o filme trata da estranha união entre uma enigmática Portuguesa e o seu marido, von Ketten, um nobre de ascendência germânica. Selecionado para vários festivais internacionais, destacando-se a Seção Forum, na Berlinale 2019.


Serviço

Centro Cultural S. Paulo

Rua Vergueiro, 1000
Tel.: (11) 3397-4002

Ingressos desta mostra R$ 2,00


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