Notícias

CineSesc apresenta retrospectiva Milos Forman

Publicado em 28/04/19 às 12h14

Começa na próxima quinta (2-5) uma retrospectiva Milpos Forman no Cinesesc, que exibirá todos os 14 longas metragens do diretor Milos Forman feitos para o cinema. Cópias em 35mm, do início de sua carreira, virão do Arquivo Nacional do Filme, em Praga, República Tcheca, e de outras cinematecas européias, como o Deutsche Kinemathek, em Berlim. Outras cópias em digital também serão exibidas, algumas em 4K.  As exibições ocorrerão de 2 a 15 de maio.
 
Na abertura, na quinta (2), a atração é o drama de época Valmont - Uma História de Seduções (89), às 20h30. A retirada de ingressos é feita uma hora antes da sessão.
 
Além dos longas haverá a exibição do curta-metragem Saudades de Sonia Henie e o documentário Visions of Eight, feitos em parceria com outros cineastas. Esse último é um filme em episódios sob encomenda do Comitê Olímpico Internacional, que conta com a participação de Claude Lelouch, Arthur Penn, Kon Ichikawa, entre outros diretores. O making of do curta Sonia Henie, também exibido, é inédito no Brasil.
 
Todos os títulos serão exibidos duas vezes.Além disso, está previsto um curso ministrado pelo critico Sérgio Alpendre, que dará um panorama da influência do cineasta desde a Nouvelle Vague Tcheca até a Hollywood dos anos 80.
 
Tcheco naturalizado norte-americano, Milos Forman (1932-2018) é considerado um dos grandes cineastas estrangeiros que se radicaram em Hollywood nos anos 70 e 80, fugindo da repressão comunista de sua terra natal. Formado na academia de Filmes de Praga, destacou-se no começo da carreira com outros cineastas como Ivan Passer, formando o que se convencionou chamar a Nouvelle Vague Tcheca.
 
Desse início em Praga, há filmes como Pedro, o Negro e O Baile dos Bombeiros, onde satirizava o regime comunista. Com Os amores de uma Loira, entretanto, despertou a atenção internacional para sua obra. Esses filmes foram banidos de exibição por um longo período durante a ocupação soviética.
 
Já nos EUA, a partir de 1968, seus primeiro longa, Procura Insaciável, não teve sucesso,  mergulhando o diretor em uma crise depressiva de que apenas se livraria com a consagração obtida por O Estranho no Ninho, vencedor de cinco Oscars, que lhe garantiu um lugar no primeiro time de Hollywood.
 
Depois disso, adaptou para o cinema o musical Hair, sucesso na Broadway, e Amadeus, que ganhou oito Oscars e tornou-se um dos mais importantes filmes dos anos 80.
 
Fora dos EUA, sua consagração também se ampliou com O Povo contra Larry Flint, vencedor do Urso de ouro em Berlim, uma biografia do controverso magnata da pornografia Larry Flint, que provocou debates sobre a liberdade de expressão e da censura nos EUA.
 
Mais informações sobre a mostra: www.cinesesc.org.br
 


Outras notícias