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Quinzena dos Realizadores anuncia seleção, com mais um filme brasileiro

Publicado em 23/04/19 às 16h52

Sem Seu Sangue (fotos), primeiro longa de Alice Furtado, foi selecionado para a Quinzena dos Realizadores do 72º Festival de Cannes. Diretora dos curtas Duelo Antes da Noite (exibido na seção Cinéfondation do Festival de Cannes 2011) e A Rã e Deus, Alice participará pela primeira vez da mostra paralela, que também é competitiva, enfrentando diretores renomados como o filipino Lav Díaz, o francês Bertrand Bonello e o japonês Takashi Miike.
 
Coprodução entre Brasil, França e Holanda, o filme de Alice soma-se a outras três produções brasileiras que estarão disputando prêmios no Festival de Cannes este ano: Bacurau, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e O Traidor, de Marco Bellocchio (competição oficial); e A Vida Invisível de Eurídice Gusmão, de Karim Aïnouz (Un Certain Regard). Além disso, Port Authority, de Danielle Lessovitz, na seção Un Certain Regard, tem aporte de dinheiro brasileiro, através do produtor Rodrigo Teixeira.  

Sem seu Sangue conta a história de Silvia (Luiza Kosovski), uma adolescente introspectiva e desinteressada pela rotina, que acredita ter encontrado em Artur (Juan Paiva) algo que a faça se sentir mais viva. Ele surge inesperadamente em sua turma depois de ter sido expulso de várias escolas. Silvia vê-se fascinada pela vitalidade do garoto, que no entanto é hemofílico. Os dois mergulham em uma convivência intensa, interrompida por um grave acidente.

Nascida no Rio de Janeiro, Alice Furtado é diretora e montadora. Formada em Cinema pela UFF e pós-graduada pelo Le Fresnoy, França. Como montadora, editou os longas O Auge Do Humano (Leopardo de Ouro na mostra Cineasti del Presente, Festival de Locarno 2016), de Eduardo Williams, e Os Sonâmbulos, de Tiago Mata Machado, além de curtas-metragens e séries de TV. Sem Seu Sangue marca sua estreia na direção de longas.

Abaixo, a seleção completa da Quinzena dos Realizadores:

Longas

Filme de abertura: Le Daim/Deerskin, de Quentin Dupieux (França)

Sem Seu Sangue, de Alice Furtado (Brasil / Holanda / França)

Alice et le maire, de Nicolas Pariser (França)

And Then We Danced, de Levan Akin (Suécia / Geórgia)

The Halt, de Lav Diaz (Filipinas / China)
 
Canción sin nombre, de Melina León (Peru / Suíça)
 
Ghost Tropic, de Bas Devos (Bélgica)
 
Give Me Liberty, de Kirill Mikhanovsky (EUA)
 
First Love, de Takashi Miike (Japão / Reino Unido)
 
To Live To Sing, de Johnny Ma (China / França)
 
Dogs Don't Wear Pants, de Jukka-Pekka Valekapää (Finlândia / Letônia)
 
Lillian, de Andreas Horwath (Áustria)
 
Oleg, de Juris Kursietis (Letônia / Bélgica / França)
 
On va tout péter, de Lech Kowalski (França)
 
Les Particules, de Blaise Harrison (Suíça / França)
 
Perdrix, de Erwan Le Duc (França)
 
Por el dinero, de Alejo Morguillansky (Argentina)
 
Tlamess, de Ala Edinne Slim (Tunísia / França)
 
Une fille facile, de Rebecca Zlotowski (França)
 
Wounds, de Babak Anvari (EUA)
 
Yves, de Benoît Forgeat (França)
 
Zombi Child, de Bertrand Bonello (França)
 
Curtas
 
Deux soeurs qui ne sont pas soeurs, de Beatrice Gibson (Inglaterra/ Alemanha / Canadá / França)
Les extraordinaires mésaventures de la fille de pierre, de Gabriel Arantes (França / Portugal)
Grand Bouquet, de Nao Yoshigai (Japão)
Stay Awake, Be Ready, de An Pham Tien (Vietnã / Coreia do Sul / EUA)
Je Te Tiens, de Sergio Caballero (Espanha)
Movements, de Dahee Jeong (Coreia do Sul)
Olla, de Ariane Labed (França /Inglaterra)
Piece of Meat, de Jerrold Chong e Huang Junxiang (Singapura)
Plaisir fantôme, de Morgan Simon (França)
That Which Is To Come Is Just a Promise, de Flatform (Itália / Holanda / Nova Zelândia)
 
Sessões especiais
 
Red 11, de Robert Rodriguez (EUA)
 
The Staggering Girl, de Luca Guadagnino (Itália)

Neusa Barbosa


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