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Festival de Tiradentes divulga filmes da seção competitiva Aurora em 2019

Publicado em 12/12/18 às 18h45

A 22a Mostra de Cinema de Tiradentes, a ser realizada de 28 a 26 de janeiro na histórica cidade mineira, divulgou os sete longas-metragens em pré-estreia nacional, realizados por cineastas com no máximo três filmes no currículo, que integram a mostra Aurora.
Os 7 selecionados foram: A ROSA AZUL DE NOVALIS (SP), de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro; A RAINHA NZINGA CHEGOU (MG), de Junia Torres e Isabel Casimira Gasparino; TREMOR IÊ (CE), de Elena Meirelles e Lívia de Paiva; SEUS OSSOS E SEUS OLHOS (SP), de Caetano Gotardo; VERMELHA (GO), de Getúlio Ribeiro; DESVIO (PB), de Arthur Lins; e UM FILME DE VERÃO (RJ), de Jô Serfaty. 
Em termos regionais, a Aurora traz diretoras e diretores de 6 estados do país: Goiás, Paraíba, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará e São Paulo. Pelo segundo ano consecutivo, diretores da Paraíba e de Goiás concorrem com longas de estreia e afirmam a vitalidade renovada das cenas estaduais, sempre com talentos maduros e novas inquietações: Desvio (PB) consolida a trajetória iniciada no curta-metragem do diretor Arthur Lins, enquanto Vermelha (GO), de Getúlio Ribeiro, centra-se numa narrativa construída de forma lacunar e misteriosa, com forte sentido de estranhamento. 
A presença de dois representantes de São Paulo aponta uma mudança geracional e estética no cinema paulista prefigurada em Tiradentes e na Aurora nos últimos quatro anos. Um cinema feito de forma artesanal e independente, muito próximo do trabalho de grupos artísticos de outras áreas, mais marcadamente o teatro, como Seus Ossos e seus Olhos, de Caetano Gotardo, e sua encenação antinaturalista que coloca em cena uma investigação sobre o próprio corpo do ator. Por sua vez, Gustavo Vinagre retorna pelo segundo ano consecutivo à mostra com A Rosa Azul de Novalis, dirigido em conjunto com Rodrigo Carneiro, e confirma um estilo de cinema centrado na autoperformance confessional. 
Mulheres na direção estão presentes em três longas-metragens na Aurora. Um Filme de Verão, de Jô Serfaty, retrata a efervescência de uma escola numa favela carioca com jovens que recriam o seu cotidiano e expectativas no jogo com o cinema e a cultura midiática contemporânea. A Rainha Nzinga Chegou, de Júnia Torres e Isabel Casimira Gasparino, catalisa o encontro entre a cultura negra dos reinados e congados de Minas Gerais. E Tremor Iê, de Elena Meirelles e Lívia de Paiva, faz do encontro entre um grupo de mulheres o espaço de formação de uma coletividade guerreira e antissistema. 
JÚRI DA CRÍTICA
Pela primeira vez desde a criação da Mostra Aurora, em 2008, o Júri da Crítica terá presenças internacionais. Entre os cinco integrantes do grupo que escolherão o melhor longa-metragem dentre os sete selecionados para a Aurora 2019, dois vêm de fora do Brasil. Um é o argentino Roger Koza, parceiro de outras edições da Mostra de Tiradentes, que é crítico, programador e curador, com vasta experiência em festivais de Locarno, Veneza, Hamburgo e Mar de Plata, entre outros. A outra é a francesa Claire Allouche, pesquisadora de cinema com formação na Universidade de Paris e colaboradora em publicações como Trafic CinétrENS. 
O júri se completa com as presenças de Kênia Freitas, doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ, redatora da revista eletrônica Multiplot e curadora das mostras “Afrofuturismo: cinema e música em uma diáspora intergaláctica”, “A Magia da Mulher Negra” e "Diretoras Negras no Cinema Brasileiro"; Juliano Gomes, crítico, professor e escritor, redator na revista Cinética; e Izabel de Fátima Cruz Melo, doutora em Meios e Processos Audiovisuais pela ECA/USP, pesquisadora associada da Filmografia Baiana, integrante do Grupo de Pesquisa “História e Audiovisual: circularidades e formas de comunicação” e do Fórum Itinerante de Curadoria (FIC) e autora do livro Cinema é Mais que Filme: uma história das Jornadas de Cinema da Bahia – 1972-1978 (2016). 
Além de selecionar o Melhor Filme da Mostra Aurora, que será agraciado com o Troféu Barroco (oficial do evento) e premiações em produtos e serviços cinematográficos, o Júri da Crítica também será responsável por escolher o melhor curta-metragem da Mostra Foco e o destaque feminino (das Mostras Foco e Aurora) para receber o Prêmio Helena Ignez.
 
Serviço
 22ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES | 18 a 26 de janeiro de 2019
 
LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA
LEI ESTADUAL DE INCENTIVO À CULTURA
Patrocínio:   COPASA|GOVERNO DE MINAS GERAIS
Parceria Cultural: SESC em Minas
Fomento: CODEMGE|GOVERNO DE MINAS GERAIS
Incentivo: SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA| MINAS GERAIS
Idealização e realização: UNIVERSO PRODUÇÃO
MINISTÉRIO DA CULTURA - GOVERNO FEDERAL|ORDEM E PROGRESSO
 
LOCAIS DE REALIZAÇÃO DO EVENTO 
Centro Cultural Sesiminas Yves Alves   
Largo das Fôrras
Largo da Rodoviária
Escola Estadual Basílio da Gama

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