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Polos culturais em SP exibem Mostra do Audiovisual Negro

Publicado em 01/12/17 às 15h05

Mais de 40 obras de audiovisual de realizadores negros e negras serão exibidas, gratuitamente, em mais de 10 polos culturais da cidade de São Paulo, até o dia 10 de dezembro. Tudo isso faz parte da 2ª Mostra do Audiovisual Negro realizada pela APAN - Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro e com o apoio da Spcine.

Com curadoria de Aloysio Letra, Avelino Regicida e Thais Scabio, o evento recebeu mais de 80 inscrições recebidas de diversas regiões do país. Entre os selecionados, estão produções de estados como Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo (interior e capital). As exibições acontecem em diferentes locais da cidade como salas da SPCine, ocupações culturais, saraus, cineclubes e quilombos urbanos.

Este ano, a mostra organizou as exibições divididas por cinco temas São eles: Sessão Negra sem Limite - Experimentações de discurso, estética e de linguagem audiovisual; Sessão Negra Liberdade - Que sejam para todos. Que sejam livres!; Sessão Negra Consciência – Sobre emancipação, superação, ancestralidade; Sessão Negra Matamba- que trata sobre o feminino e temas feministas nas telas. Fazem parte da programação curtas-metragens nos formatos de documentário e ficção e longa-metragem de ficção.

 
A programação completa com datas e locais de exibição podem ser encontradas no site da APAN link: https://associacaoapan.wixsite.com/apan/programa-1
Sobre a APAN
As primeiras conversas para a criação da Associação dxs Profissionais do Audiovisual Negro (APAN) começaram no ano de 2013, durante o "VI Encontro de Cinema Negro: Brasil, África, América Latina e Caribe - Zózimo Bulbul", realizado pelo Centro Afrocarioca de Cinema na cidade do Rio de Janeiro, e se concretizou em 2016. A APAN é uma instituição de fomento, valorização e divulgação de realizações audiovisuais protagonizadas por negras e negros, de todas as regiões do Brasil, e dedica-se ao fortalecimento da relação entre profissionais negros e o mercado audiovisual.  
Trazendo como pilares estruturantes de sua formação, constituição e política a defesa de uma perspectiva inclusiva, com atenção ao recorte racial,  em relação a todos os elos da cadeia produtiva audiovisual, sendo eles a concepção, produção, distribuição e exibição. Neste sentido, a APAN representa estes interesses perante órgãos públicos, fundações, instituições, ONGs e iniciativas privadas no Brasil e no Mundo.

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