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Prêmio Cabíria de roteiros divulga resultados em 2017

Publicado em 28/10/17 às 12h19

A segunda edição do prêmio Cabíria de Roteiros terminou com a premiação da roteirista Thaís Fujinaga -  que venceu a edição 2016 do Cabíria - com o roteiro: Continente.  O prêmio anunciado pela diretora e roteirista Sabrina Fidalgo, que também fez parte do júri desta edição, foi entregue a Thaís pela diretora presidente da Ancine Débora Ivanov.  Além do certificado, a roteirista recebeu do Cabíria o valor de 7 mil reais pela premiação.
 
A história de Continente é baseada em um episódio da vida de uma família paulistana de classe média baixa, em torno da tentativa de construção de uma piscina no quintal de sua pequena casa de praia. A empreitada é conduzida por Paula, grávida de seu terceiro filho, e traz à tona as contradições e tensões latentes do núcleo familiar.
 
O Prêmio Especial de Incentivo a Roteiristas Mulheres, no valor de 3 mil reais foi para Hamster, de Georgina Castro. O júri justificou a escolha: “pela potencialidade da construção de uma narrativa firme de uma história singular e promissora, que apresenta um universo de diferentes camadas subjetivas e internas do universo feminino”. A história de Hamster se passa em um pensionato feminino na zona sul de São Paulo, onde vive Luiza, uma mulher introspectiva que tem como única companhia um hamster. A chegada de uma nova moradora, de personalidade oposta, desencadeia uma série de transformações na casa.
 
O Prêmio Consultoria de Roteiro,em parceria com a Maquinário Narrativo, foi para A terra dos sonhos, de Cássio Pereira dos Santos. O júri justificou os votos: “pela originalidade e riqueza que a narrativa descoloniza o olhar do leitor/espectador através de uma história genuinamente brasileira e seu cenário. Pela dramaticidade e sensibilidade que o roteiro se propõe ao narrar a difícil trajetória da protagonista infantil, cuja figura representa importante e inestimável quebra de paradigmas à cinematografia nacional”.
 
A terra dos sonhos conta a história de Jandira, uma menina negra de 10 anos, vive com seus pais e o irmão numa comunidade quilombola em Minas Gerais. Com a morte da mãe durante o parto de sua irmã, a menina depara-se com um grande desafio: cuidar de uma recém-nascida sem deixar de ir à escola.
 
O Prêmio Tradução para o Francês, em parceria com a Manivane Films, e a Menção Honrosa concedida pela equipe de Curadoras do Canal Curta foram para Aqueles olhos de carvão aceso, de Isabella Poppe. O júri argumentou que a escolha se deveu a: “relevância histórica e importante exposição subjetiva de uma personagem brasileira pouco conhecida do grande público de enorme relevância para a luta pelos direitos das mulheres e do cenário artístico-cultural brasileiro”.
 
O roteiro de Isabella Poppe é baseado na biografia da mineira Eugenia Moreyra, a primeira mulher a trabalhar como repórter no Brasil. De personalidade transgressora, atuou ainda como atriz, diretora e foi uma das líderes da campanha sufragista no país.
 
O júri desta edição foi composto somente por mulheres atuantes no audiovisual, são elas: Bibiana de Sá, coordenadora de programação no Canal Curta, Paula Alves, diretora do Femina – Festival Internacional de Cinema Feminino, Sabrina Fidalgo, cineasta e roteirista, Samantha Brasil, uma das fundadoras do coletivo Elviras e Sonia Rodrigues, escritora e roteirista. O júri de Curadoras do Canal Curta foi composto por: Ana Paula Mansur, Bibiana de Sá, Camila lamha, Daniela Nigri, Isadora Malta, Marina Kezen, Vanessa Souza.
 
A autoria de todos os roteiros foi mantida em sigilo completo. Todos foram identificados por pseudônimos e somente após a deliberação final o Júri soube o nome real de cada roteirista.
 
O Prêmio Cabíria de Roteiros 2017 recebeu 120 inscrições, sendo 77 roteiros desenvolvidos por mulheres e 38 de autoria masculina e 5 assinados em co-autoria por homens e mulheres. 

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