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Mostra Internacional de São Paulo divulga as atrações de 2017

Publicado em 07/10/17 às 19h01

A 41ª. Mostra Internacional de Cinema, que se realiza este ano entre 19 de outubro e 1º. de novembro em São Paulo divulgou neste sábado (7) sua seleção de filmes. São 394 títulos de variados países, contando os 30 curtas-metragens inseridos em retrospectiva, apresentação especial e programação de realidade virtual (VR). Os filmes serão apresentados em mais de 30 espaços, entre cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista, incluindo exibições gratuitas e ao ar livre.
 
O filme de abertura é Human Flow – Não Existe Lar Se Não Há Para Onde Ir, do artista chinês Ai Weiwei – autor também da arte da Mostra - encabeçando uma lista de longas que abordam a grave crise mundial dos refugiados. Os cineastas homenageados desta edição serão a belga Agnès Varda, que receberá o Prêmio Humanidade, além de ter destacada sua obra numa retrospectiva que inclui seu mais recente filme, Visages Villages, feito em parceria com o muralista JR; e o francês Paul Vecchiali, que receberá o Prêmio Leon Cakoff. Outro destaque será o Foco Suíça, com longas contemporâneos, uma retrospectiva da obra de Alain Tanner e a exibição de curtas do animador Georges Schwizgebel. O longa de encerramento será A Trama, de Laurent Cantet, que estará presente.
 
A produção brasileira também ganha destaque com o Prêmio Petrobras de Cinema, que contemplará dois filmes brasileiros da seleção, uma ficção e um documentário, escolhidos por um júri especializado, e que receberão, respectivamente, R$ 200,000,00 e R$ 100,000,00 para suporte de sua distribuição no circuito comercial.
 
Principais atrações
 
A seleção de títulos da 41ª Mostra apresenta filmes premiados em festivais internacionais, como The Square, de Ruben Östlund, vencedor da Palma de Ouro em Cannes; Loveless, de Andrey Zvyagintsev, que levou o Prêmio do Júri na mesma competição; Esplendor, de Naomi Kawase, agraciado pelo júri ecumênico no evento; e os selecionados Happy End, de Michael Haneke, O Dia Depois, de Hong Sang-Soo, e Lover For a Day, de Philippe Garrel.
 
De Veneza, vêm os longas Custódiade Xavier Legrand, Leão de Prata de Melhor Direção; Emma, de Silvio Soldini, exibido hors concours no festival italiano; e os premiados na seção Horizontes, Nico, 1988, de Susanna Nicchiarelli; Sem Data, Sem Assinatura, de Vahid Jalilvand; e Os Versos Esquecidos, de Alireza Khatami. Filmes premiados em Berlim também fazem parte da programação, como Félicité, de Alain Gomis, ganhador do Grande Prêmio do Júri; O Outro Lado da Esperança, de Aki Kaurismaki, vencedor do Urso de Prata de Melhor Direção; Noites Brilhantes, de Thomas Arslan, que teve o ator premiado; 1945, de Ferenc Török, agraciado pelo público na seção Panorama; Ana, Meu Amor, de Calin Peter Netzer, cuja montagem foi premiada; além de Django, de Étienne Comar, que abriu o evento.
 
O vencedor do Festival de Toronto, Três Anúncios para um Crime, de Martin McDonagh, está presente na seleção, assim como Doce País, de Warwick Thornton, eleito o melhor filme da Toronto Plataform no evento. De Locarno, esta edição traz 9 Dedos, de F.J. Ossang, premiado como Melhor Direção; e outros reconhecidos pelo festival: Cocote, de Nelson Carlo de los Santos Arias; Irmãos do Inverno, de Hlynur Pálmason; Scary Mother, de Ana Urushadze; Aqueles Que Estão Bem, Cyril Schäublin; e Lucky, de John Carroll Lynch, que traz um dos últimos trabalhos do ator Harry Dean Stanton.
 
A seleção ainda apresenta filmes premiados em Sundance (Livre e Fácil, de Jun Geng), Roterdã (Tempo de Qualidade, de Daan Bakker), Tribeca (Mulheres Divinas, de Petra Volpe) e South by Southwest (Inflamar, Ceylan Özgün Özçelik), sem contar os títulos brasileiros reconhecidos em premiações e seleções de festivais internacionais.
Outros destaques deste ano são Com Amor, Van Gogh, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman; Terra Heroica, Fronteira Queimada, de Nicolas Klotz e Elisabeth Perceval; A Maldita Primavera, de Marc Ferrer; O Jovem Karl Marx, de Raoul Peck; O Terceiro Assassinato, de Hirozaku Kore-Eda; Outrage Koda, de Takeshi Kitano; Napalm, longa sobre a Coreia do Norte dirigido por Claude Lanzmann; Abrigo, de Eran Riklis, mesmo diretor de Lemon Tree, Mar de Tristeza, dirigido pela atriz Vanessa Redgrave, e Uma Verdade Mais Inconveniente, de Bonni Cohen e Jon Shenk, além da première mundial do longa boliviano Eugênia, de Martin Boulocq; Where Has the Time Gone?, produção dos países do BRICS, com Walter Salles, Jia Zhangke, Aleksey Fedorchenko, Madhur Bhandarkar e Jahmil Qubeka na direção dos segmentos e que constitui a primeira ficção feita em Mariana depois do desastre ecológico; e dos episódios 1 e 2 da inédita série alemã Babylon Berlin, de Henk Handloegten, Tom Tykwer e Achim von Borries.

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