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Dois filmes brasileiros foram premiados no Festival de Locarno

Publicado em 12/08/17 às 12h28

 Dois filmes brasileiros saíram premiados da recém-encerrada 70º. edição do Festival de Locarno, na Suíça, que se estendeu de 2 a 12 de agosto. Foram eles As Boas Maneiras (foto), de Juliana Rojas e Marco Dutra, que conquistou o Prêmio Especial do Júri na competição internacional, e Era uma vez Brasília, de Adirley Queirós, vencedor de menção especial na mostra Signs of Life.
 
Em As Boas Maneiras, Isabél Zuaa, Marjorie Estiano e o ator mirim Miguel Lobo são os protagonistas da sombria fábula paulistana que conta ainda com a cantora e atriz Cida Moreira no elenco. Clara (Isabél Zuaa) é uma enfermeira da periferia de São Paulo contratada para ser a babá do filho que Ana (Marjorie Estiano) está esperando. Uma noite de lua cheia provoca uma inesperada mudança de planos e Clara assume a maternidade de uma criança diferente das outras.
 
Filmado em São Paulo e Barueri, o longa de Juliana Rojas e Marco Dutra, também autores do roteiro, tem fotografia do português Rui Poças (O Ornitólogo, Morrer Como Um Homem, Tabu, Aquele Querido Mês de Agosto, Zama), montagem de Caetano Gotardo (diretor de O Que Se Movee montador de Trabalhar Cansa) e direção de arte de Fernando Zucollotto (Trabalhar Cansa, Um Ramo, Trópico das Cabras). Guilherme e Gustavo Garbato (Quando Eu Era Vivo) assinam a direção musical do filme, além de serem autores da trilha e das canções junto com Juliana e Marco.
 
Ficção científica social
 
Já o filme brasiliense Era uma Vez Brasília, uma coprodução Brasil/Portugal, volta à pegada de ficção científica impregnada de referências sociopolíticas que o diretor Adirley Queirós utilizara em seu filme Branco Sai, Preto Fica. Neste novo enredo, um agente intergaláctico recebe a missão de matar o presidente Juscelino Kubitshek no dia da inauguração de Brasília, em 1960.
 
Foto: Rui Poças/Divulgação

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