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"No intenso agora", de João Moreira Salles, ganha prêmios na França

Publicado em 03/04/17 às 15h42

No Intenso Agora, de João Moreira Salles, acaba de conquistar três prêmios no Cinéma Du Réel - Festival Internacional de Documentários, na França: melhor trilha (Rodrigo Leitão) e melhor filme pela Scam (Sociedade civil dos autores multimídia) e pelo júri das bibliotecas. João já tinha conquistado o prêmio de melhor documentário no festival com Santiago em 2007. Escrito e dirigido por João Moreira Salles, o longa teve sua estreia mundial na Berlinale 2017 - Festival Internacional de Cinema Berlim e foi considerado pela Variety como uma das dez melhores produções exibidas no evento.  
 
No Brasil, No Intenso Agora vai ser exibido pela primeira vez no Festival É Tudo Verdade – 22º Festival Internacional de Documentários (20 a 30 de abril de 2017) no Rio de Janeiro e São Paulo.
 
Além disso, o documentário vai ser apresentado no BAFICI - Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente (19 a 30 de abril de 2017), em Buenos Aires, e foi convidado a participar de mais de 20 festivais internacionais.
 
Narrado em primeira pessoa, o documentário apresenta uma reflexão sobre quatro conjuntos de imagens da década de 1960: os registros da revolta estudantil francesa em maio de 68; os vídeos feitos por amadores durante a invasão da Tchecoslováquia em agosto do mesmo ano, quando as forças lideradas pela União Soviética puseram fim à Primavera de Praga; as filmagens do enterro de estudantes, operários e policiais mortos durante os eventos de 68 nas cidades de Paris, Lyon, Praga e Rio de Janeiro; e as cenas que uma turista – a mãe do diretor – filmou na China em 1966, ano em que se implantou no país a Grande Revolução Cultural Proletária.
 
No intenso agora busca uma reflexão sobre a natureza das imagens históricas. Quem as filma, por que as filma, como as filma? Haveria diferença entre registros realizados em regimes políticos diferentes? O que o arquivo revela de si mesmo sem que o espectador precise recorrer ao contexto histórico? Que tipo de imagem nasce do medo, do enlevo, do risco, da urgência, da alegria? A reflexão se estende ao cinema documental surgido naquele período, quando estudantes e professores trocaram a aridez teórica da sala de aula pela ação militante da rua. O documentário tem edição de Eduardo Escorel e Laís Lifschitz. A pesquisa de imagem é de Antonio Venâncio, a produção executiva é de Maria Carlota Bruno e a trilha sonora é de Rodrigo Leão.

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