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Susana Schild ministra curso sobre a representação feminina no Rio

Publicado em 23/02/17 às 16h36

A partir de 9 de março, no Estação NET Botafogo, no Rio, a crítica de cinema, roteirista e escritora Susana Schild analisa, em quatro aulas, quatro filmes - exemplos da representação do feminino no século XXI. Dos 10 aos 60 anos, elas podem não ter nada em comum, apenas a necessidade de superar obstáculos. Os filmes são: Lunchbox, O sonho de Wadjda, Glória e Preenchendo o Vazio.

As personagens desses filmes têm entre 10  e 60 anos e vivem em países tão diferentes como Arábia Saudita, Chile, Israel e Índia.  Elas podem ser mães ou filhas, solteiras, casadas ou divorciadas, oprimidas ou liberadas. Apesar de tão distantes, elas têm uma coisa em comum: dar conta de desafios, sonhos e ambições pessoais e/ou familiares/religiosos em contextos sociais nem sempre favoráveis.

aula 1
Na Índia, uma pacata dona-de-casa, mãe de uma menina, vislumbra um mundo novo  quando a marmita que prepara diariamente para o marido é entregue ao homem, a princípio, errado.
LUNCH BOX (The lunchbox /Dabba) / Índia 2013 / Direção e roteiro de Ritesh Batra. Com Irrfan Khan e Nimrat Kaur. 104 minutos. O extraordinário sistema de entrega de marmitas na megalópole de Dubai cruza os destinos de um homem solitário e de uma mulher ignorada pelo marido. Premiado nos Festivais Internacionais de Dubai e Asia Pacific, somando ao todo 25 prêmios internacionais.

aula 2
Na Arábia Saudita, uma garota de dez anos tem um sonho proibido no país: andar de bicicleta. Para isso, precisa da ajuda da mãe.
 O SONHO DE WADJA (Wadjda) / Arábia Saudita 2013. Direção e roteiro de Haifaa Al Mansour. Com Waad Mohammed  e  Reem Abdullah. 98 minutos Para ganhar o direito de andar de bicicleta em um subúrbio de Riad, capital da Arábia Saudita, uma menina de dez anos se emprenha em um concurso sobre o Alcorão.  Primeiro longa-metragem oficial realizado na Arábia Saudita, premiado em vários festivais internacionais, entre eles Dubai, Durban, Fribourg  e Goteborg.

aula 3
No Chile, uma mulher perto dos 60 anos, livre de amarras,  não abre mão de viver plenamente as suas possibilidades afetivas e sexuais
GLORIA / Chile 2033 / Direção e roteiro de Sabastián Lélio. Com Paulina Garcia, Sergio Hernandez, Diego Fontecilla. 110 minutos  Aos 58 anos, Gloria é uma mulher solitária. Seus filhos já saíram de casa e ela tem o hábito de freqüentar bailes voltados para a ‘terceira idade’ onde conhece vários homens. A situação muda quando se apaixona por um ex-oficial da Marinha. Prêmio de melhor atriz no Festival de Berlim 2013.

aula 4
Em Israel, uma jovem de 18 anos de uma família ultra-ortodoxa, após a morte da irmã,  é pressionada a casar com o ex-cunhado.  Ela terá direito de escolha?
PREENCHENDO O VAZIO (Israel / 2012 / 90 minutos)  Lemale et ha´halal
 Direção e roteiro:  Rama Burshtein. Com Hadas Yaron, Yiftach Klein, Ido Samuel. Em  comunidade ultra-ortodoxa de Tel Aviv, uma jovem de 18 anos, após a morte da irmã,  é pressionada a casar com o cunhado.  Cria-se um embate entre desejo individual e obediência à tradição. Pela sua atuação, Hadas Yaron recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Veneza em 2012.


Professora: Susana Schild. Jornalista, crítica de cinema, roteirista e escritora.
Trabalhou no Jornal  do Brasil, foi colaboradora de O Estado de São   Paulo e dirigiu a Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Escreveu os roteiros de Depois daquele baile  e  Mão na Luva,  dirigidos por Roberto Bomtempo (e co-direção de José Joffily no segundo).  Para teatro, adaptou  Um Sopro de Vida,  de Clarice Lispector,  e em   parceria com Isabel Muniz,  De Verdade, de Sandor Marai. Autora do livro infantil As Aventuras de Jajá (Editora Rocco). Desde outubro de 2010, integra o quadro de críticos de cinema de O Globo.   
Membro da Accrj, Abraccine e Fipresci.

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