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Morre o cineasta britânico Ken Russell

Publicado em 28/11/11 às 17h46

Morreu neste domingo (27-11) o diretor inglês Ken Russell. Ele tinha 84 anos e morreu durante o sono, segundo um de seus filhos.
 
Depois de servir à Força Aérea Britânica e à Marinha Mercante, Russell tornou-se fotógrafo, uma profissão que nunca deixou de cultivar. Iniciou-se na filmagem de documentários de TV, entrando para a emissora BBC em 1959. Lá produziu diversos filmes sobre artistas, como os compositores Elgar e Strauss e a bailarina Isadora Duncan.
 
Estreou no cinema com o filme French Dressing (1963). Mas foi só o relativo sucesso de Billion dollar brain (1967), com Michael Caine, que projetou sua carreira.
 
Ao mesmo tempo que continuou a interessar-se por biografias anticonvencionais de músicos – como Delírio de amor (70), retratando o russo Tchaikovsky -, Russell tornou-se um cineasta conhecido pela procura de ousadia visual e narrativa.
 
Não raro, encontrou a polêmica, como aconteceu com seu filme Os demônios (71), que inclui a discutida cena de sexo envolvendo os atores Vanessa Redgrave, Oliver Reed e um crucifixo.
 
Seu único reconhecimento no Oscar foi Mulheres Apaixonadas (69), baseado na obra de D.H. Lawrence, que lhe valeu indicações como diretor e pelo roteiro, e o Oscar de melhor atriz para Glenda Jackson.
 
Seu maior sucesso comercial foi Tommy (75), versão cinematográfica da ópera-rock do grupo The Who.
 
Nos últimos 15 anos, vinha lecionando em escolas de cinema e batalhando financiamento para projetos no cinema e na televisão. Em 2007, participou de uma edição do Big Brother britânico, mas ficou só quatro dias. Saiu do programa depois de brigar com a celebridade Jade Goody (que morreu em 2009).
 
Seu último trabalho para o cinema foi um dos episódios de Armadilha do Terror (2006), codirigido por Monte Hellman, Joe Dante e outros.
 
Foi casado quatro vezes e teve seis filhos.

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