21 Gramas

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Crítica Cineweb

08/01/2004

Depois do grande sucesso internacional de Amores Brutos (2000), o diretor mexicano Alejandro González Iñárritu prova sua sorte em Hollywood, com um elenco internacional de primeira e todos os recursos que seu entorno oferece. O excelente roteiro de Guillermo Arriaga colabora também para o excepcional saldo final, ao desenvolver uma elegante estrutura não-linear, cuja a aparente confusão cronológica joga com as expectativas dos espectadores e revela paulatinamente os laços que unem os protagonistas.

21 Gramas narra as complexas relações entre três pessoas: Paul (Sean Penn) é um professor de matemática com uma doença cardíaca que coloca sua vida em risco. Jack (Benicio del Toro) um ex-presidiário que usa a religião como o alicerce para sua completa regeneração. E, por fim, Christina (Naomi Watts), uma dona-de-casa que perde toda a família num acidente e cai em velhos vícios e atitudes. Todos estão envolvidos diretamente nos dramas humanos constantemente atirados ao público. A história se complementa perfeitamente com as atuações que o diretor extrai de seu elenco. É válido lembrar que Sean Penn, Naomi Watts e Benicio del Toro são atores de primeira linha. Desta forma, não há qualquer surpresa vê-los em plena forma debaixo da direção de González Iñárritu, mostrando atuações sensíveis e honestas, que facilmente poderiam ser exageradas, dada a intensidade da história. Entretanto, todos se mantêm controlados, eficientes e totalmente realistas.

Uma das críticas que pode ser feita ao filme é que, apesar de sua extraordinária produção, da qualidade criativa de seu roteiro e das excelentes performances, 21 Gramas sofre de demasiada solenidade. Seu contínuo tom de tragédia se torna por vezes excessivo e, conforme se aproxima da conclusão da trama, tem alguma dificuldade em manter sua intensidade e ritmo. Mesmo assim, sem qualquer dúvida o filme é uma obra de extrema relevância, fascinante e definitivamente recomendável para quem busca qualidade. Além disso, é uma impressionante mostra do potencial de González Iñárritu, que consegue manter seu estilo sem ser negativamente influenciado por Hollywood.

Rodrigo Zavala


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