Legalmente Loira 2

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Crítica Cineweb

12/11/2003

Pelo menos em duas coisas nada mudou neste segundo capítulo - Reese Witherspoon continua sendo Elle Woods e tudo o que a peruinha toca vira moda. Com esse toque de Midas fashion, ela vai pintando o mundo de cor-de-rosa, do álbum de fotografias à roupa do chihuahua Bruiser - indiferente ao fato de que o animalzinho é macho (embora com nuances, como se verá). Com o mesmo espírito frívolo mas de bom coração, é justamente por causa do cachorrinho que a advogada Elle vai entrar de sola e salto alto numa causa nobre.

A louríssima vai casar - com o professor Emmett (Luke Wilson) - e não quer que ninguém, absolutamente ninguém, fique fora de sua festa, inclusive a mãe de seu cãozinho. Elle chega a contratar um detetive para encontrá-la e tem um choque ao descobrir que ela está no V.E.R.S.A.C.E. - e não é nenhuma loja da espalhafatosa grife italiana e sim um laboratório para experiências de cosméticos em animais.

Aí, nossa loura tem um momento Jefferson Smith, o senador idealista vivido por James Stewart em A Mulher faz o Homem (1939), de Frank Capra - vai para Washington. No caso dela, para lutar por uma lei que proíba experiências de cosméticos em animais. A referência ao filme de Capra, aliás, é direta, inclusive com direito a um papo olho no olho com a gigantesca estátua de Abraham Lincoln sobre honestidade.

O jogo sujo da política no caminho da moça, tão convenientemente batizada de "Barbie Senado" por coleguinhas maldosos, é um prato meio indigesto no cardápio de uma comédia light como esta. Há boas idéias, é certo, como a comparação do guarda-roupa das primeiras damas - em que são citadas Nancy Reagan, Hillary Clinton e a extra-oficial, Monica Lewinsky. Mas há outras desastrosas, como o discurso final de Elle, comparando a situação da justiça a cortes de cabelo - mesmo para uma loura descerebrada, é de doer.

Mesmo guardando algum frescor do primeiro capítulo, que tinha a vantagem da novidade, a comédia, desta vez dirigida por Charles Herman-Wurmfeld (de Beijando Jessica Stein), não voa tão longe. Sofre da anemia quase inevitável das seqüências, embora não se possa culpar Reese Witherspoon, que continua ótima na personagem. O mesmo não se diga de Sally Field, que peca numa imitação malfeita de Hillary Clinton, esta sim uma loura superpoderosa e nada burra.

Neusa Barbosa


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