Piratas do Caribe - A Maldição do Pérola Negra

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Crítica Cineweb

27/08/2003

Se há um ator cujo charme é impermeável a qualquer tipo de filme é Johnny Depp. Filme bom ou ruim, Depp sobrevive incólume, firme na auto-ironia por trás de uma figura jovial que esconde os 40 anos, recém-completados. Se há algo que ele despreza é essa história de ser galã de Hollywood. Desde o sucesso romântico-musical Don Juan DeMarco (95), tornou-se uma espécie de filho espiritual de Marlon Brando, com quem contracenou então - sinônimo de uma indomável independência na condução de sua carreira, que o leva a não temer qualquer papel, nem mesmo o afetado travesti de Antes do Anoitecer.

Depp é, assim, o grande segredo para o funcionamento desta aventura dirigida por Gore Verbinski (do terror O Chamado), com roteiro assinado pela dupla Ted Elliott e Terry Rossio, do sucesso Shrek. Conseguindo impor seu timing cômico acima dos defeitos da narrativa, um tanto longa e irregular em alguns momentos, o ator acende um rastilho de irresistível bom humor como o pirata Jack Sparrow. Capitão destronado do navio pirata Pérola Negra, deixado para morrer numa ilha deserta pelo malvado Barbossa (Geoffrey Rush), ele tem umas contas a acertar em Port Royal - uma base britânica no Caribe. Aí mesmo começa a protagonizar uma série de performances atléticas para fugir dos soldados ingleses a mando do governador local (Jonathan Pryce).

Ninguém sabe ao certo quais os negócios de Sparrow por ali, mas é certo que seus interesses passam pela bela filha do governador, Elizabeth (Keira Knightly), e um fã ardoroso da moça, o ferreiro Will Turner (Orlando Bloom, sem as madeixas louras que ostenta em O Senhor dos Anéis).

Quando surgem no porto as velas escuras do Pérola Negra, comandado pelo arquiinimigo Barbossa, e uma tripulação de piratas mortos-vivos, está dada a largada para a disputa entre esta trupe infernal e o impagável Sparrow. Malandro, bom vivant, sedutor, com seus cabelos longos, barba rala e lenço vermelho na cabeça, o capitão escorrega como sabão das mãos de seus inimigos, não havendo cadeia nem corrente forte o bastante para prendê-lo por muito tempo. E ainda é hábil na luta de espadas. Com ele, está a chave do segredo que une a bela Elizabeth, seu fiel Turner e a reversão de uma obscura maldição que tornou zumbis todos os piratas do Pérola Negra. Mesmo sendo uma história que se originou de uma seção do parque temático da Disney - e não o contrário, como costuma acontecer -, o filme diverte sem pretensão. Só poderia ser mais curto e enxuto.

Neusa Barbosa


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