Voando Alto [2003]

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Crítica Cineweb

07/08/2003

Não deixa de ser oportuno que a mensagem do filme Voando Alto seja algo como "não pare até chegar ao topo". Serve tanto como lema da protagonista, como também de lenitivo para as intempéries que o diretor Bruno Barreto vai enfrentar depois do fiasco de bilheteria deste filme nos Estados Unidos. Explica-se: sua comédia romântica não emplacou, apesar do elenco de estrelas (Gwyneth Paltrow e Mike Myers), faturando apenas US$ 15 milhões, a metade do que foi gasto pela Miramax em sua produção.

Muitas razões, que independem das qualidades do diretor, diga-se, podem explicar esse fracasso. Entre as principais destacam-se a guerra contra o Iraque, anunciada no dia da estréia, e a saturação do mercado com o gênero comédia romântica. Mas, na verdade, o público tem certa razão ao rechaçar esse filme, que peca em vários pontos, a começar pela trama, enfadonha e sem brilho.

Parece mais livro de auto-ajuda: Donna Jensen (Gwyneth), infeliz garota do interior, sonha em ser alguém e levar o estilo de vida glamouroso de aeromoças de vôos internacionais. Para chegar a esse ponto, pensa positivo, repete sua ambição em frente ao espelho e estuda sem parar, aprendendo cada parágrafo dos manuais produzidos por John Whitney (Mike Myers), atrapalhado instrutor da escola de comissários de bordo. Politicamente correta e sem malícia, a personagem segue enfrentando traições e amores perdidos. Afinal, o que se ensina é a perseverança frente aos obstáculos.

Não deixa de ser no mínimo estranho que Bruno Barreto erre a mão tão violentamente. A história é bastante simples e relativamente fácil de vender, ainda mais para as mãos experientes do diretor, responsável por 15 filmes, entre eles Gabriela, Cravo e Canela (1982) e O que é isso, Companheiro ? (1997). Em sua defesa, pode-se alegar a pesada mão do estúdio interferindo drasticamente no roteiro original, tal como o próprio Barreto alardeou em jornais brasileiros.

Voando Alto, desta forma, não parece ser uma produção muito convidativa. A começar pela crítica de seu próprio diretor. E o que é pior: lê-se em jornais de fofocas que sequer Gwyneth Paltrow gostou do resultado. Tudo isso pode ser boataria, mas cria um clima negativo ao redor do trabalho.

Seja lá qual for a causa do produto final, uma comédia com humor moderadíssimo, não se pode negar a brilhante participação da atriz pouco aproveitada pelos estúdios americanos, Christina Applegate, e o cintilante figurino kitsch elaborado por Mary Zophres.

Rodrigo Zavala


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Comentários:
  • 24/09/2018 - 21h17 - Por Gabriel Almeida O filme é muito bom, bem clichê, com uma trilha sonora melhor ainda.
    Não me canso de assistir, incrível!!
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