Um Homem de Família

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Crítica Cineweb

03/08/2003

Mesmo sendo um único personagem, Jack Campbell (Nicolas Cage) vive duas possibilidades de uma mesma vida. Numa delas, abandona o amor da juventude, Kate Reynolds (Téa Leoni), e transforma-se num sarado tubarão de Wall Street, com direito a carro esporte importado, ternos de grife e solidão. Numa outra hipótese, casou-se com Kate e virou um pai de família pobretão e suburbano de New Jersey. Nesse modelito "você decide", a história escorrega vertiginosamente rumo a um moralismo dos mais rasos. Entre a mediocridade feliz do suburbano e a impiedade estéril do urbanóide, não há lugar para uma opção inteligente, sensível, muito menos bem-humorada. Como diria Drummond, êta vida besta, meu Deus!

Sem humor nem empatia entre a dupla romântica principal, falta liga numa história que tenta flertar com aquele velho bom-mocismo dos filmes de Frank Capra. Mas os anos 2000 não são os anos 40, nem Nicolas Cage é James Stewart e, principalmente, Brett Ratner não é, ainda, um diretor - e um ator com as limitações de Cage depende muito disso. Téa Leoni, então, nem se fala. A dupla não tem carisma e não faz ninguém sonhar - um prejuízo e tanto numa história que depende tanto da fantasia e se pretende romântica.

Fica deslocado, também, o papel do "anjo da guarda" (Don Cheadle, de Boogie Nights) - e é ele o detalhe que desencadeia toda a história. Como e por quê, afinal, Jack Campbell voltou atrás ao encontro de seu passado, o público fica sem entender. Por mais atraente que seja imaginar, por um momento, como teria sido a própria vida se se tivesse feito outras escolhas - uma premissa que vários outros filmes já exploraram antes, aliás - este aqui não encontrou recursos para expressar direito nem divertir ninguém.

Neusa Barbosa


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