24 Horas para Morrer

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Crítica Cineweb

02/08/2003

O diretor e roteirista Richard Shepard no filme 24 Horas para Morrer traz para as telas o que a maioria da população de periferia de qualquer grande cidade do mundo desconfia. Qual a diferença entre um policial estressado e um psicopata? E também nos mostra que tudo piora quando eles se encontram num dia de insuportável calor e os excessos afloram, rompendo a tênue linha que os separa.

Numa tarde de verão, uma mulher passeia com seu cão pelas ruas de Manhattan quando é abordada por um jovem simpático, que se apresenta como Harry (Adrien Brody). O que no início parecia ser uma simples paquera, transforma-se num seqüestro. Frances (Laila Robins) é levada para um bosque nas redondezas de Nova York e assiste horrorizada à escavação de um buraco, onde seus seqüestradores pretendem enterrá-la viva. Ela sabe que terá apenas 24 horas de oxigênio e poderá ficar ali para sempre se seu marido, Clarke (James Naughton), não pagar o resgate exigido ou envolver a polícia no caso.

Desesperado, o homem procura a ajuda dos policiais. A detetive Madeline (Maura Tierney) é destacada para comandar a operação junto com seu parceiro, Jesse (Paul Calderon). A policial atravessa uma crise no casamento e vive uma história extraconjugal com um homem adepto do sadomasoquismo. Ela tenta separar sua vida pessoal da profissional o quanto pode.

Após o pagamento do resgate, persegue o seqüestrador e consegue prendê-lo. A situação se complica. O tempo corre e todos sabem que as chances de encontrar a seqüestrada viva diminuem. O bandido se recusa a dizer até mesmo para o FBI onde enterrou a vítima. E só concorda em cooperar se puder conversar, à sós, com Madeline. Um intrincado jogo se estabelece entre eles. Durante o interrogatório, Harry descobre a vida dupla da policial por um pequeno detalhe. Despreparada para este tipo de confronto, Madeline procura não perder a calma. E o psicopata começa uma verdadeira tortura mental com a detetive. Inicia-se, assim, a discussão dos limites de cada um e a semelhança entre estas pessoas, presumivelmente, tão díspares.

Enquanto Madeline tenta entender o raciocínio do preso e assim encontrar a vítima, vai cada vez mais fundo nas suas fanatasias e medos. Sua eficiência profissional poderá levá-la bem mais longe do que jamais imaginou.

Ana Vidotti


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