102 Dálmatas

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Crítica Cineweb

02/08/2003

Volta às telas uma das mais conhecidas vilãs de histórias infantis, Malvina Cruella, agora rebatizada de Cruella de Vil. Nesta continuação, dirigida pelo diretor de animação Kevin Lima, a personagem vivida por Glenn Close sai da prisão, após um programa de reabilitação.

Dr. Pavlov (David Horovitch), responsável pelo setor de Psiquiatria da prisão, desenvolve um revolucionário método de recuperação de indíviduos violentos. A anti-heroína submete-se a este tratamento para poder deixar a cadeia. Mesmo sendo um programa experimental, o juiz concede a liberdade condicional a Cruella, mas com uma condição: ela deverá prestar inúmeras horas de serviços à comunidade e, em caso de recaída, toda a sua fortuna irá para o único canil da região. Ao deixar a prisão, a mulher passa a viver sob a tutela de uma doce agente correcional, Chloe (Alice Evans), dona de uma família de dálmatas.

A outrora megera começa seu serviço restaurando um abrigo para cães, ameaçado de despejo, onde vivem vários animais recolhidos das ruas por Kevin (Ioan Gruffudd), o bem-intencionado gerente do local. Neste canil, além dos cães, vive uma arara que insiste em achar que é um rottweiller. As cenas mais engraçadas são protagonizadas por este "cão", que tem a voz dublada por Eric Idle, comediante do extindo grupo Monty Python.

Quando o filme começa a perder o ritmo, ecoam as badaladas do Big-Ben para colocar a história nos trilhos. Ou melhor, recuperar para o mundo a grande vilã. Cruella passa por um choque, que a devolve para o caminho dos maus. Passado o efeito do tal tratamento, a malvada mulher une-se a um estilista e peleteiro francês, Le Pelt (Gérard Depardieu), para confeccionar o seu tão almejado casaco feito com a pele de dálmatas. Os dois, junto com o fiel motorista Alonso (Tim McInnerny), planejam o seqüestro de 102 filhotes. Mas os bons também se unem e aí começa a grande aventura para salvar os filhotinhos ameaçados de morte.

De longe, este é um filme de Glenn Close, que só tem sua excelente interpretação igualada pelo ótimo trabalho do adestrador Gary Gero. Nem Gérard Depardieu consegue superar os animais. Os números da produção impressionam. O período de 4 meses, 6 dias por semana, foi o tempo que o treinador e sua equipe levaram para preparar cães e outros bichos para as filmagens. E foi necessário, pelo menos, 30 takes para cada seqüência feita com os animais. Uma comédia de ação, recheada de bons efeitos especiais, como a trucagem perfeita para fazer a arara movimentar o bico durante suas "falas" e a criação da cadelinha Albina em tecnologia digital.

Pode não ser tão bom quanto o primeiro filme, mas é uma diversão garantida para as crianças. Com certeza, elas levarão bons sustos, mas terão chances de torcer muito por seus heróis.

Ana Vidotti


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