Encurralada

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Crítica Cineweb

24/07/2003

Depois de assistir a Encurralada, de Luis Mandoki, não é difícil considerar seu final tão provável quanto uma ceia do personagem animado Coyote, onde o prato principal é o Papa-léguas. Nunca é de bom tom revelar o final de um filme àqueles que ainda não o viram, mas as últimas seqüências transformam o que supostamente deveria ser um suspense numa mistura de Missão Impossível com Top Gang, sátira de Top Gun. Nele, um cirurgião pilota um avião-anfíbio que se choca contra um caminhão na auto-estrada e, acredite, sobrevive e ainda salva o dia.

Se há um herói imbatível, também há de existir um malvado bandido. Mas no maravilhoso mundo de Hollywood ninguém é mau sem ter sofrido um enorme trauma como a perda da mãe, o apelido de narigudo na escola ou a morte do cãozinho, atropelado por uma Ferrari vermelha. Encurralada não foge à regra e um de seus mistérios é descobrir porque Joe Hickey (Kevin Bacon), que desenvolveu um infalível plano de seqüestro de crianças ricas, escolheu a pequena Abby Jennings (Dakota Fanning) como próxima vítima. No entanto, desvendar o motivo que o levou até a família Jennings nem é o problema. A parte difícil é acreditar nele.

Mas vamos à trama. Ajudado pela esposa Cheryl (a cantora e atriz Courtney Love, em usual papel de vagabunda), Joe seqüestra Abby e mantém-na num cativeiro sob os cuidados do abobado Marvin (Pruitt Taylor Vince). Enquanto isso, a mãe da criança, Karen (Charlize Theron), é mantida sob custódia do seqüestrador durante 24 horas, tempo necessário para o pai, o Dr. William (Stuart Townsend), providenciar o dinheiro do resgate. O esquema bolado por Joe funcionaria perfeitamente não fossem dois problemas: a asma aguda de Abby, que não pode ficar muito tempo sem seu remédio, e a insubordinação de Karen, não tão obediente quanto as mães anteriores.

Os movimentos da câmera na mão mais irritam do que contribuem para criar um clima tenso no filme. Mandoki (Quando Um Homem Ama uma Mulher) talvez tenha tido de cortar o tripé do orçamento de US$ 30 milhões dado o alto custo do final. Outro fator impertinente é a musiquinha de suspense sempre ao fundo, que convida o espectador a seqüestrar sua pipoca e abandonar o cinema.

Luara Oliveira


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