Corridas Clandestinas

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Crítica Cineweb

16/07/2003

O motoqueiro é uma figura que, não raro, invade as telonas. Em 1969, Dennis Hopper dirigiu e estrelou o clássico da contra-cultura Sem Destino (Easy Rider), com Peter Fonda e Jack Nicholson, sobre dois homens que atravessam os Estados Unidos de moto e são vítimas do preconceito de uma América intolerante com os jovens rebeldes. Corridas Clandestinas mergulha nesse mesmo território, mas o diretor Reggie Rock Bythewood tentou dar ao filme um clima dos famosos duelos de faroeste. Laurence Fishburne vive Smoke, ou o "Rei da Cale", o chefe do clube de motoqueiros, composto apenas por negros, em sua maioria empresários bem-sucedidos que, uma vez por semana, colocam suas jaquetas de couro e trocam as cadeiras do escritório pelos assentos de suas motocicletas.

Smoke ainda é dono do primeiro lugar no campeonato de corrida de motocicletas, título cobiçado principalmente por dois outros motoqueiros. O primeiro adversário é Kid (Derek Luke), que busca não só o lugar mais alto do pódio como o capacete de "Rei da Cale". O jovem juntou um grupo para criar seu próprio clube que, diferentemente do oponente, tem como membros o latino Primo (Rick Gonzalez) e o motoqueiro branco Stuntman (Brendan Fehr). Outra turma que está na roda de Smoke é a dos Strays, comandados por Dogg (o roqueiro Kid Rock).

A idéia para o filme nasceu a partir de uma reportagem de Michael Gougis, publicada há três anos no extinto Los Angeles New Times. A matéria investigou o mundo dos clubes afro-americanos de motociclistas no sul da Califórnia, com a ajuda do conhecido motoqueiro Manuel Galloway, mais conhecido como Pokey. Foi por essa via que o jornalista teve acesso às reuniões de pilotos e às suas motos que, em sua grande maioria, já sofreram algum tipo de modificação para atingir maior conforto ou velocidade.

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