Meu Primeiro Homem

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Crítica Cineweb

17/12/2002

Educadores e psicólogos têm alertado sobre a crescente dificuldade de impor limites aos jovens, sobre sua arrogância que descamba para o desrespeito, sobre o consumo excessivo de drogas, principalmente o álcool, e sobre uma atitude de descaso, do tipo "tanto faz". Essa tendência virou pauta rotineira de palestras e congressos, na quais muitos pais mostram-se cada vez mais despreparados para enfrentar a frustração dos filhos.

O tema, tão caro a pedagogos e terapeutas de plantão, chega agora às telas brasileiras na forma de uma "comédia/melodrama". Pode-se dizer isso, porque o novo filme de Christine Lahti, Meu Primeiro Homem, dá tantas reviravoltas que é difícil classificá-lo com muita segurança.

Trata-se da história de uma adolescente rebelde, problemática e sem amigos, J. (Leelee Sobieski) que sente-se atraída pelo careta e cinqüentão gerente de uma loja de roupas masculinas, Randy (Albert Brooks), onde arruma um emprego. Os dois acabam desenvolvendo uma relação de amizade e dependência, dentro da velha linha de opostos complementares. Dessa forma, J. reflete a geração de jovens que não sabe lidar com a própria insegurança, frustação ou dor.

Apesar da relevância do tema, o filme se perde no fraco roteiro e na composição equivocada dos personagens, a começar pela protagonista. Retratada como uma esquisita que se veste de preto e se autoflagela, J. sofre com a distância dos pais, personagens igualmente mal concebidos, beirando o ridículo. Sequer é explicado de forma convincente o interesse que Randy desperta na garota, ponto de partida do filme.

Mesmo com a reviravolta, que torna o filme um melodrama sentimental, nada leva o espectador a se envolver na trama, exceto por alguns diálogos engraçados. Não se justifica então, como esta produção foi selecionada para a sessão de abertura do Sundance Film Festival de 2001. Sem pretensões, poderia ser muito bem lançada apenas em vídeo ou pela TV a cabo.

O que se pode extrair ao ver o filme é que, independente de seu talento como atriz e dos prêmios que recebeu como diretora do curta Lieberman in Love, Christine Lahti ainda vai ter de aprender muito para não decepcionar seu público novamente.

Cineweb-13/12/2002

Rodrigo Zavala


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Comentários:
  • 31/05/2010 - 18h04 - Por Silvio Com todo respeito a opinião do Sr. Rodrigo, mas ouso discordar com veemência. Perdi o sono madrugada dessas e dei com o filme no telecine. Me emocionei demais com a história e com a sigestão ed que o antagonismo pode e dever ser administrado sem preconceitos. O filme retrata bem isso, o lado bom de cada um e como estas discrepâncias podem ser transigidas. Gostei. Recomendo. É um filme que emociona, a trilha sonora é boa e talvez so tenha faltado mais experiência mesmo à direção para que tirasse mais de seu nobre enredo.
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