Canguru Jack

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 0 votos

Vote aqui


Locais de filmagem


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

16/06/2003

O argumento desta comédia para neurônios bem novinhos pode ser resumido assim: dois bobões americanos (Jerry O'Connell e Anthony Anderson) na Austrália correndo atrás de um canguru vestido com uma jaqueta vermelha, em cujo bolso está uma bolada de US$ 50.000,00. Mas só isso dá para sustentar quase uma hora e meia de projeção? Parece que nos EUA deu de sobra. Lá, o filme estreou em primeiro lugar na bilheteria e arrecadou cerca de US$ 70 milhões até o final de maio.

Então, recapitulando: Charlie Carbone (O'Connell) e Louis Booker (Anderson) desde a infância não se largam. O motivo não é tanto a amizade e sim uma dívida impagável. Louis salvou Charlie de morrer afogado um dia. Por conta disso, passa a década seguinte alugando a paciência do amigo. Charlie, que tem uma vida até razoável dirigindo um salão de cabeleireiro, montado com o dinheiro do padrasto mafioso, Sal Maggio (Walken), não tem sossego com as encrencas do amigo mutreteiro. A última delas o leva a participar de uma estranha entrega de televisões num depósito, operação desastrada que leva a polícia a dar uma geral no lugar. Detalhe: o depósito pertence ao padrasto de Charlie, que só não degola a dupla de desastrados para não matar de desgosto sua mulher (Dyan Cannon).

A missão de "castigo" aos dois envolve a entrega de um envelope a um certo sr. Smith (Martin Csokas) na Austrália. Nada mais. Mas não há tarefa simples que o inquieto Louis não consiga pôr em risco. Abrindo o envelope, contra as ordens de Sal, ele descobre que ali dentro há US$ 50.000,00. Como os dois morrem de medo do chefão, mesmo assim eles se dispõem a entregar a bolada. Aí entra em cena o encontro com o canguru. Eles atropelam o bicho e consideram-no morto. Charlie quer apenas tirá-lo da estrada mas Louis resolve fazer uma porção de fotos com ele, vestindo-lhe sua "jaqueta da sorte". Mas o canguru "ressuscita" e foge para bem longe, com a jaqueta e a grana. Os bobões passarão o resto do filme na perseguição do bicho pulante (uma esperta criação digital), convocando a ajuda de uma bela bióloga, Jessie (Estella Warren).

Justiça seja feita: não há um único clichê e uma única piada de banheiro que tenha escapado aos roteiristas (Steve Bing e Scott Rosenberg, para quem quiser anotar). Mas a cena de emissão de gases pelos camelos é quase um clássico do mau gosto. Pelo menos, ninguém há de negar que a todos os envolvidos não falta coragem. Imaginação já é outra história.

Neusa Barbosa


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança