Vatel - Um Banquete para o Rei

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Crítica Cineweb

14/06/2003

Os tão conhecidos efeitos especiais parecem ter seus primórdios relatados em Vatel - Um Banquete para o Rei, de Roland Joffé. O filme, que abriu o Festival de Cannes de 2000, conta como o serviçal Vatel transforma um banquete destinado ao rei Luis XIV em um verdadeiro show.

No ano de 1671, uma pequena província no oeste da França está à beira da ruína. Para sair do vermelho, o príncipe de Condé (Julian Glover) tem de reconquistar o rei Luis XIV (Julian Sands), através de um final de semana inesquecível. A única pessoa capaz de proporcionar comida elaborada e entretenimento à altura do rei é o mestre de cerimônia François Vatel (Gérard Depardieu).

As festas produzidas por Vatel geram admiração em todos e conquistam a bela aspirante à dama da corte, Anne de Montausier (Uma Thurman). Mas a jovem é cortejada insistentemente pelo marquês de Lauzun (Tim Roth) e pelo rei. Um possível relacionamento entre Anne e Vatel poderá acarretar conseqüências não muito agradáveis.

As perucas espalhafatosas e o luxuoso mobiliário explicitam a ostentação na qual estava mergulhada a nobreza da época, mas que foi perdendo forças com o advento da burguesia. Um dos pontos fortes do filme, a belíssima caracterização, que contou com a colaboração da consultora histórica Marie-France Noel, transporta o espectador ao século 17.

Apesar de parecer um oásis de liberdade e criatividade, a corte esconde estruturas extremamente rígidas e absolutamente controladas pelo rei. Como todos os súditos, as damas da corte francesa eram obrigadas a ceder aos caprichos do monarca, quase como prostitutas, mesmo na frente da rainha.

Em alusão tanto à condição higiênica da época quanto às falcatruas dissimuladas pelos requintes reais, a fita mostra os porões do palácio infestados de ratos, onde convivem crianças e adultos do campesinato. É nesse meio que se encontra Vatel, dividido entre seu povo e o luxo da realeza.

Por fim, as intrigas e os diferentes interesses envolvidos são explicitados em um jogo de cartas, no qual o príncipe de Condé aposta os serviços de Vatel. Assim, a fita traz à tona a fragilidade das relações humanas frente às ligações com o poder.

Luara Oliveira


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